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Atualizado em 28 Junho 2026
Garantia não Paga Dívida
Sabemos que, no momento da aprovação do crédito, a garantia jamais deve ser o principal fator de decisão.
Isso porque não podemos negligenciar os demais fatores de decisão, que são o Caráter, Capital, Capacidade e Condições (os outros Cs do Crédito).
Mas isso não quer dizer que a garantia não seja importante.
Em uma situação de dificuldade, o devedor vai priorizar o pagamento das obrigações com garantia (boas garantias).
Nem toda garantia se presta ao que se destina. Por isso, devemos avaliar bem a garantia ou o garantidor.
Além disso, não basta apenas constituir a garantia. É preciso monitorar a qualidade da garantia ao longo da vigência da obrigação.
Antever as dificuldades e os desafios de executar uma garantia é o principal segredo para só aceitar boas garantias e escapar das armadilhas.
Os bens recebidos em garantia devem cobrir (com folga) o valor da operação e os custos da sua execução. Já o garantidor deve ter o seu perfil de risco avaliado com o mesmo (ou maior) rigor com que analisamos o próprio cliente.
Em qualquer garantia, devemos blindar a sua constituição contra as inúmeras manobras que podem ser usadas para dificultar, restringir ou invalidar a sua efetividade.
Dr. Denis Siqueira
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