Perfil do tomador mudou

 

O perfil do tomador de crédito de veículos mudou e os bancos demoraram a perceber. O resultado são os níveis de inadimplência no maior patamar histórico para o segmento, segundo o vice-presidente de riscos de crédito e de mercado do Santander, Oscar Herrera.

“O público do financiamento de veículos mudou. Se o perfil tivesse se mantido constante, a inadimplência estaria baixa hoje”, disse durante evento em São Paulo.

A principal mudança, na visão dele, foi que a facilidade do crédito em 2009 e 2010 fez com que consumidores que antes comprariam carros usados como um primeiro veículo migrassem para um carro novo. Ao mesmo tempo, o “boom” de vendas de veículos novos derrubou o valor dos usados e, portanto, a garantia dos bancos na retomada do veículo.

Consequência da alta da inadimplência, Herrera vê transformações nos modelos que os bancos usam para determinar o risco dos clientes. “Temos que tomar cuidado com o histórico que usamos para determinar risco. A média pode esconder volatilidade”, diz. O que o Santander tem feito é segregar cada vez mais os diferentes grupos de tomadores para uma análise de risco mais precisa. “O mercado de crédito está muito dinâmico. É preciso velocidade para adaptar modelos.”

Herrera projeta que o crédito no Brasil crescerá entre 15% e 17% neste ano. A projeção já contempla os benefícios das medidas do governo para acelerar esse crescimento.

Fonte: Valor Econômico

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Cerca de 80% das empresas já sofreram com fraudes de seus próprios funcionários

 

Quando pensamos em segurança para uma empresa, nos vem à cabeça situações envolvendo desde violência urbana até invasões cometidas por hackers, porém uma das maiores ameaças que o mundo corporativo precisa aprender a conviver e se defender são as fraudes internas, cometidas pelos próprios funcionários das companhias.

A cada 10 empresas brasileiras, ao menos sete já foram vítimas de algum tipo de fraude interna nos últimos dois anos. Os riscos podem vir de funcionários, prestadores de serviços e em sua maioria pessoas que ocupam cargos de liderança na corporação, muitas vezes com mais de 10 anos na empresa.

De uma mentira quanto a despesas pessoais numa viagem a trabalho, passando por falsificação de documentos e notas fiscais, até adulteraçã de cheques e desvios de ativos, oscrimes cometidos contra o patrimônio das empresas são de todos os tipos e vem todas as origens possíveis. E o pior: na grande maioria dos casos não se consegue recuperar os valores desviados e a denúncia à esfera policial pode chegar ao grande público e ferir a imagem da companhia.

Segundo especialistas no tema, a contribuição do RH é primordial para tentar minimizar a ocorrência desses crimes, num processo que envolve desde a contratação até a divulgação da política da organização em relação a fraudes. Para debater sobre estas e outras estratégias para proteger as empresas destas ameaças internas, a CorpBus!ness realizará no próximo dia 30 de novembro, em São Paulo, a 2ª edição do congresso Riscos & Fraudes Corporativos, onde serão apresentadas palestras de empresas como KPMG e PricewaterhouseCoopers, além do Ministério da Justiça e de especialistas em segurança corporativa e direito corporativo.A edição de 2011 do evento conta com o apoio da Revista Capital Aberto, Acionista.com.br,IBP, AuditSafe, ACFE, Crédito&Cobrança e ABGS.

“O evento vem se consolidando por se tratar de um assunto de interesse não só do mundo corporativo, mas de toda a sociedade. Trouxemos grandes empresas e ótimos palestrantes para conversarmos de forma séria e mais aprofundada o assunto, para ajudar o mercado a se proteger das ameaças que podem vir de todos os lados. Ser empresário definitivamente não é fácil”, explica Diogo Pastori, diretor-executivo da CorpBus!ness.

Sobre a CorpBus!ness

A CorpBus!ness é uma empresa de mídia focada no mercado corporativo, especialmente nos segmentos de Tecnologia da Informação e Comunicações (TIC). Fundada em 2007, a empresa hoje possui uma grade anual com 13 congressos onde são discutidos temas como TI, Mobilidade, Tecnologias Bancárias e de Pagamento, Telecom, Gestão de Pessoas e Mídia Digital, entre outros; todos voltados ao público executivo.

II congresso Riscos & Fraudes Corporativos

Realização:CorpBus!ness e Revista Inter IT

Local: Hotel Pullman, São Paulo – SP

Data:30 de novembro de 2011Horário: 8h30 às 18h

Informações, Patrocínio e Inscrições: (11) 3661-2785

Contato Imprensa:[email protected]

 

 

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Visão de bancos sobre inadimplência é desafiada por provisões para perdas

 

O Bradesco e o Santander Brasil estão pedindo que investidores não se preocupem com a recente disparada no nível de inadimplência de empréstimos brasileiros, mas o alto volume de provisões está passando uma mensagem diferente.

O Santander Brasil, maior concessor estrangeiro de empréstimos no Brasil, elevou suas provisões em 18 por cento no terceiro trimestre em relação ao período anterior, mesmo após os empréstimos vencidos permanecerem estáveis.

O presidente-executivo do banco, Marcial Portela, afirmou nesta quinta-feira que a inadimplência provavelmente permanecerá estável ao longo do restante do ano.

Da mesma forma, o Bradesco, terceiro maior banco do país, separou 1 bilhão de reais adicionais para potenciais perdas relacionadas a empréstimos, apesar de dizer a investidores que a qualidade de seus ativos não se deteriorará significativamente, de acordo com a medição do impacto da inadimplência em suas contas.

“O cenário é desafiador, mas acreditamos que podemos navegar por ele sem nenhuma perturbação séria”, afirmou o vice-presidente financeiro do Bradesco, Domingos de Abreu, em teleconferência.

A decisão do Santander de rebaixar o valor de um total não revelado de empréstimos vencidos e o alto volume de provisões do Bradesco põe em questão a avaliação relativamente tranquila dos executivos sobre as futuras tendências do setor.

Um recente avanço no default de empréstimos motivou desvalorizações nas ações de bancos locais neste ano e alertas sobre a explosão do crédito, conforme a maior economia da América Latina desacelera e a inflação corrói o salário dos trabalhadores.

A maior inadimplência e novas pesquisas sobre imóveis assinalando crescentes despesas com juros indicam que os mutuários do país podem estar se aproximando de um limite de endividamento.

 

Fonte: Reuters Brasil

 

A tranquilidade e otimismo no discurso não combinam com a postura preventiva na provisão de risco de crédito.

Devemos continuar atentos, ajustando nossas políticas de gestão de risco de crédito.

Saudações,

Dr. Denis Siqueira

 

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Nordeste em extrema pobreza = Oportunidade!

Nordeste em extrema pobreza = Oportunidade!

Nordeste em extrema pobreza = Oportunidade!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mais de 9,6 milhões de pessoas na região Nordeste vivem hoje com renda mensal de até R$ 70, valor limite da linha da pobreza extrema traçada pelo Governo Federal.

Os dados do IBGE

Os estados do Norte e Nordeste concentram os maiores índices de pobreza e miséria no Brasil.

Esta situação foi apontada nos dados divulgados pelo IBGE no dia 10/05/2011.

O conceito de miséria foi estabelecido oficialmente pelo Governo Federal, que resolveu considerar em estado de pobreza extrema quem ganha até R$ 70 por mês.

A região Nordeste é a que conta com mais pessoas em extrema pobreza. São 18,1% da população, em comparação com os 8,5% nacionais. Em seguida aparecem o Norte (16,8), Centro-Oeste (4), Sudeste (3,4) e Sul (2,6).

A visão do profissional de crédito e cobrança

É importante lembrar que os estados com maior índice de pobreza, são os estados que podem experimentar as maiores taxas de crescimento econômico e oportunidades de negócios.

Os investimentos da União, através do plano Brasil Sem Miséria, serão direcionados considerando os dados apurados pelo IBGE.

Nos últimos anos a participação das regiões Norte e Nordeste na receita bruta gerada nas grandes empresas comerciais têm ampliado progressivamente, demonstrando que muitas empresas estão, cada vez mais, ampliando seus negócios nestas regiões.

Ainda sobre o potencial de crescimento destas regiões, leia o texto “Bilionário dos supermercados no Maranhão prepara invasão nacional”.

Gestão de risco de crédito

A gestão de risco de crédito nas regiões Norte e Nordeste é um ponto importante para empresas de atuação nacional que estejam ingressando ou que já explorem estes mercados. Características e necessidades específicas devem ser consideradas pelo analista de crédito. Assim como, o uso de ferramentas de análise de crédito devem ser adaptadas ou desenvolvidas para estas carteiras de clientes.

Estar em contato com os clientes, visitando periodicamente os principais parceiros comerciais, permite conhecer o mercado, cultura e a forma de fazer negócio na região. E a partir disso, podemos desenvolver políticas de crédito adequadas ao perfil dos clientes e a estratégia da empresa.

 

A POBREZA EXTREMA NO BRASIl
População que recebe até R$ 70 por mês

 

LOCAL GANHAM ATÉ R$ 70/MÊS % DA POPULAÇÃO TOTAL
Maranhão 1.691.183 25,7
Piauí 665.732 21,3
Alagoas 633.650 20,3
Pará 1.432.188 18,9
Amazonas 648.694 18,6
Acre 133.410 18,2
Ceará 1.502.924 17,8
Bahia 2.407.990 17,2
Roraima 76.358 17,0
Paraíba 613.781 16,3
Pernambuco 1.377.569 15,7
Sergipe 311.162 15,0
Rio Grande do Norte 405.812 12,8
Amapá 82.924 12,4
Tocantins 163.588 11,8
Rondônia 121.290 7,8
Mato Grosso 174.783 5,8
Mato Grosso do Sul 120.103 4,9
Minas Gerais 909.660 4,6
Espírito Santo 144.885 4,1
Rio de Janeiro 586.585 3,7
Goiás 215.975 3,6
Paraná 306.638 2,9
Rio Grande do Sul 306.651 2,9
São Paulo 1.084.402 2,6
Distrito Federal 46.588 1,8
Santa Catarina 102.672 1,6
Brasil 16.267.197 8,5

  

Veja o estudo completo no site do IBEG:

http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/censo10052011.shtm

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Saudações,

Dr. Denis Siqueira

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Crédito – Prazos maiores, atenção redobrada.

Prazos maiores, atenção redobrada

Prazos maiores, atenção redobrada

 

 

 

 

 

 

 

 

O Banco Central, divulgou que os prazo médio de pagamento concedido no empréstimo pessoal aumentou mais de 3 vezes em 10 anos.

Em junho de 2000, o prazo médio para esse tipo de crédito era de 179,92 dias corridos  e, no mesmo mês deste ano, ficou em 574,48 dias corridos, recorde da série, segundo dados do Banco Central (BC).

No crédito comercial, nas vendas à prazo, também é percebido o aumento dos prazos de pagamento.

O prazo de pagamento é um importante diferencial competitivo de venda, e ao mesmo tempo uma das principais variáveis de risco de crédito.

Prazos de pagamento dilatados representam uma exposição mais prolongada ao risco de crédito.

Nesta situação, a mensuração das variáveis de risco próprio e de risco de mercado devem ser adequadas e adaptadas às mudanças na operação de crédito.

É de extrema importância que no momento da definição ou alteração das condições de pagamento, tenhamos sempre a participação do gestor de crédito.

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Saudações,

Dr. Denis Siqueira

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Crédito e cobrança