Como enfrentar a greve dos bancos e dos Correios

Com a greve dos bancos e dos Correios, os consumidores devem ficar atentos com as datas de vencimento das contas e encargos. Para evitar a cobrança de juros e multas, a Prosteste Associação Brasileira de Defesa do Consumidor aconselha a entrar em contato com a empresa e negociar outra forma para fazer o pagamento (por exemplo, emissão de segunda via por meio do site da empresa, depósito em conta, ou envio de fatura por fax ou e-mail). Se não disponibilizar essas formas alternativas para pagar a empresa deve prorrogar o vencimento da conta.

A Prosteste lembra que o não recebimento da conta na data não isenta da cobrança de multa se o pagamento for feito fora do prazo, já que a greve não é culpa da empresa. Por isso, não se deve esperar o vencimento do boleto e, posteriormente, justificar a falta de pagamento com base na greve. Confira algumas dicas da Proteste e Procon-SP:

- Entre em contato com a empresa e peça outra alternativa de pagamento seja pela internet, casa lotérica, depósito. Algumas empresas podem postergar a data de vencimento e enviarem segunda via a seus clientes.

- O consumidor deve entrar em contato com a empresa e ver as possibilidades de pagamento além do banco, se não houver outro meio pode ser negociado o adiamento do vencimento.

- Ao entrar em contato com a empresa, pegue o protocolo ou até mesmo a gravação daquela ligação. Isto porque, caso o fornecedor não ofereça alternativa para o pagamento, o consumidor poderá comprovar que houve boa-fé de sua parte na procura de opções para quitar sua dívida, não podendo, desta forma, incidir juros ou multa sobre a sua fatura.

- Quem ficar esperando as greves acabarem para pôr suas contas em dia poderá ter que arcar com juros de mora e multa pelo atraso no pagamento da fatura. O consumidor corre o risco, inclusive, de ter seu nome incluído no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) como devedor.

- O consumidor que contratar serviços dos Correios, como a entrega de encomendas e documentos, e estes não foram prestados, tem direito a ressarcimento ou abatimento do valor pago. Nos casos de danos morais ou materiais pela falta da prestação do serviço, cabe tambéma indenização por meio da Justiça.

- Em casos de ter adquirido produtos de empresas que fazem a entrega pelos Correios, essas são responsáveis por encontrar outra forma para que os produtos sejam entregues ao consumidor no prazo contratado.

- Empresas que enviam cobrança por correspondência postal são obrigadas a oferecer outra forma de pagamento que seja viável ao consumidor, como internet, fax, sede da empresa, depósito bancário, entre outras. Essas alternativas devem, ainda, serem divulgadas amplamente.

Fonte: Agência Globo

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Greves dos Correios e bancários podem dificultar pagamento de contas

Os usuários podem ter dificuldade para recebimento e pagamento de contas em razão da greve nacional dos trabalhadores dos Correios e dos bancos. Com paralisação iniciada em 19/09/2012, o Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos do Rio Grande do Sul (Sintect-RS) estima que 70% dos 7,5 mil trabalhadores do Estado deixem de trabalhar até que uma nova proposta seja feita à categoria. No País, conforme a Federação dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos (Fentect), mais de 84% dos trabalhadores já aderiram à paralisação. 

Os grevistas querem reajuste de 43,7% nos vencimentos, no entanto a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) oferece 5,2%. Os servidores dos Correios também querem a contratação de 30 mil novos profissionais. Segundo eles, esse é o número de efetivo que falta para a ECT. O salário-base inicial de carteiros, atendentes comerciais e operadores de triagem e transbordo é de R$ 942. 

Conforme o Sintect-RS, a paralisação deve causar prejuízo na triagem, recolhimento e entrega de cartas e encomendas, além de restrição no serviços de Sedex. De acordo com os Correios, para garantir os serviços à população haverá realocação de empregados das áreas administrativas, contratação de trabalhadores temporários, realização de horas extras e mutirões para triagem e entrega de cartas e encomendas nos finais de semana. 

Em nota oficial, a estatal esclarece que “é oferecido vale-transporte, assistência médica, hospitalar e odontológica para empregados e seus dependentes (inclusive na aposentadoria) e adicionais de atividade. Nos últimos nove anos os trabalhadores da ECT tiveram até 138% de reajuste salarial, sendo 35% de aumento real”. Também no comunicado, a entidade explica que a solicitação do sindicato extrapola a receita dos Correios, que é de R$ 15 bilhões para este ano, enquanto que se fosse concedido o aumento pedido haveria prejuízo, já que a verba necessária seria de R$ 25 bilhões.

O secretário geral do Sintect, Vicente Guindani, argumenta que a greve é a única forma de pressionar o governo para aumentar a qualidade do trabalho para os servidores e a sociedade. “Manteremos os 30%, conforme estabelece a lei, mas não temos previsão para acabar com a paralisação, já que o governo não acena com nova proposta”, afirma.

Paralisação dos bancários também prejudica acesso a serviços

Com a greve por tempo indeterminado dos trabalhadores dos Correios, deve haver dificuldades para pagar contas, já que os boletos podem demorar para chegar e é necessário paciência na hora de liquidar as dívidas. Além disso, o consumidor tem mais um agravante para se preocupar: a paralisação dos bancários, iniciada em 18/09/2012. Diante desta situação, alguns serviços ficam suspensos, como solicitação de empréstimos, transferências entre agências diferentes, saques de valores altos e pagamentos de contas acima de R$ 5 mil. 

No entanto, conforme alerta o diretor do Procon-RS, Cristiano Aquino, mesmo com o impasse, não há modificação no vencimento dos débitos. “A greve não isenta nenhum pagamento, no entanto, as instituições financeiras devem oferecer alternativas ao atendimento presencial e dar publicidade a elas”, explicou. Segundo o Procon-RS, caso o fornecedor não indique outro local de pagamento, o consumidor deve documentar a tentativa de quitar o débito e pode registrar uma reclamação junto ao órgão. 

A diretora executiva do Procon de Porto Alegre, Flávia do Canto Pereira, acrescenta: “Os consumidores devem ainda observar a data de pagamento das faturas, tomando conhecimento sobre o vencimento das mesmas. A falta de pagamento das obrigações bancárias acarretará em multa pela não quitação”. 

A Federação Brasileira dos Bancos (Fenaban) lembra que os consumidores podem realizar suas operações em caixas eletrônicos e em correspondentes como casas lotéricas e redes de supermercados. Outra opção é fazer as transações por meio da internet e telefone.

De acordo com Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e região Metropolitana (SindBancários), no primeiro dia da greve nacional mais de 65% dos bancos paralisaram as atividades. Pelo menos 237 das 359 agências da região aderiram à paralisação. Em Porto Alegre, 120 agências pararam totalmente e outras tiveram funcionamento parcial. Já segundo à Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), 5.132 agências e centros administrativos de bancos públicos e privados em 26 estados ficaram fechados.

O diretor do SindBancários, Vitor Luiz da Silva Moreira, esclarece que a categoria não aceitou o reajuste de 6%, com ganho real de 0,6%, oferecido pelas instituições. Ele conta que a reivindicação é por reajuste salarial de 10,25%, com aumento real de 5%, piso de R$ 2.416,38, plano de carreira para todos os bancários, fim das metas abusivas e do assédio moral. Os bancários pedem ainda participação nos lucros e resultados de três salários mais R$ 4.961,25 fixos e elevação para R$ 622,00 o valor do auxílio-refeição, da cesta-alimentação e do auxílio-creche/babá. “Exigimos também investimento em segurança”, destacou Moreira.

Fonte: Correio do Povo

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Conta vencida poderá ser paga em qualquer banco

Pagar uma conta vencida ficará mais fácil a partir desta semana, quando os principais bancos do País passam a oferecer aos consumidores um serviço que permite a quitação de um título depois de seu vencimento em qualquer agência bancária e não mais somente no banco que emitiu o boleto. Trata-se do DDA Contas Vencidas.

Poderão ser pagos por meio do DDA as contas vencidas que foram incluídas no sistema a partir de 19 de março de 2012. – A novidade deverá proporcionar aos clientes maior comodidade e segurança, diminuindo, por exemplo, os riscos do golpe da saidinha, já que não será mais necessário pagar em dinheiro, afirma o diretor adjunto de Serviços da FEBRABAN, Walter Tadeu de Faria.

Para usar o serviço, o cliente precisa se cadastrar como sacado eletrônico na(s) instituição(ões) financeira(s) na qual tem conta. Somente para os clientes cadastrados no DDA será possível pagar um boleto vencido no banco da escolha do cliente, que esteja participando do DDA, e de forma eletrônica, sem ser necessário se dirigir à instituição emitente da cobrança. Os boletos são um instrumento de cobrança bancária com os dados da conta a ser paga. Contas como taxas de condomínio, planos de saúde, mensalidades escolares, assinaturas de publicações etc.

Após o cadastramento do cliente, o banco passa a encaminhar os boletos eletronicamente (informando-o através do correio eletrônico ou mensagem no celular). Mas o débito autorizado não significa que o débito é automático. O consumidor deverá verificar através dos canais disponibilizados pelo banco quais são os boletos que foram emitidos em seu nome, autorizar o débito em sua conta ou agendar para a data de vencimento. No caso de boletos vencidos, na hora em que for efetuar o pagamento, os valores são corrigidos automaticamente. O consumidor não necessita imprimir o documento e se dirigir ao banco emissor do mesmo.

- Outra vantagem do serviço é que ele vai permitir redução dos erros de cálculo, pois os valores dos juros e atualizações para pagamento deixam de ser feitos manualmente e já saem do sistema do banco cedente, observa Tadeu de Faria.

A FEBRABAN estima que, com o novo serviço, 48 milhões de títulos vencidos sejam incluídos no DDA.

DDA – Segundo a CIP todos os meses são lançados no sistema do DDA 19 milhões de boletos, uma média de quase 1 milhão por dia. Cerca de 6% desses títulos acabam atrasando e têm de ser pagos nos bancos cedentes. Desde o lançamento, em 2009, foram inseridos 448 milhões de boletos no DDA. Quase 100% são de pessoas jurídicas. Somente 0,3% são de pessoas físicas (PF), público composto, predominantemente, por profissionais liberais como advogados e médicos, que já utilizam o DDA para cobrar por seus serviços.

Fonte: Febraban

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Dilemas do devedor honesto

Devedor honesto

Devedor honesto

Estar em débito não é algo fácil para quem tem sólidos princípios e, muitas vezes, um histórico de toda uma vida no cumprimento de suas obrigações. A palavra empenhada – para determinados empresários – é mais valiosa até do que qualquer documento escrito. Entretanto, não raramente a vida nos prega algumas peças e, em determinado momento, por circunstâncias das mais diversas, alguns empresários perdem o fôlego financeiro e não conseguem adimplir com suas obrigações. Ao serem cobrados, premidos por alguma dificuldade financeira, acabam por tentar quitar as dívidas de maneira atabalhoada, sem planejamento, pois querem “se livrar” dessa tormenta pagando suas contas e honrando compromissos.

Frequentemente, entretanto, o que acalma a consciência do empresário não é a melhor opção para a empresa. Nesses casos, ele deve ser convencido de que, para liquidar suas dívidas, muitas vezes é necessário renegociá-las, de maneira firme, para que as condições de pagamento caibam no caixa e a solução seja definitiva.

Os ajustes paliativos e pontuais – quando implementados – acabam por redundar num mal ainda maior, pois cria-se um círculo vicioso, no qual a confiança e a credibilidade são minadas – não uma vez como no caso de uma negociação mais rigorosa – mas várias e várias vezes numa sucessão de desgastes. Outra faceta dessa aversão à dívida se dá quando o empresário – ao contrário de buscar financiamentos para a aquisição de maquinários e ampliação dos negócios – acaba utilizando recursos do capital de giro para não ficar endividado.

Essa postura, além de ingênua, pode ser extremamente perniciosa, pois a imobilização de recursos e o investimento mal planejado são fatores clássicos de derrocadas empresariais. Para ser bem-sucedido – nos tempos atuais – o empresário deve estar informado de suas obrigações e se empenhar sempre para criar as condições de solvê-las e não agir de maneira precipitada sob o pretexto de atender sua consciência.

O tempo do voluntarismo puro ficou pra trás. É necessário ter ímpeto e senso de empreendedorismo, sim, mas no ritmo que o mundo anda, com exigências cada vez maiores, é fundamental ter-se o planejamento – inclusive de gestão – ao lado do ímpeto, formando assim o senso prático. O empresário consciente pensa no reflexo de sua conduta na saúde financeira da companhia e como pode saldar o que deve de maneira segura e planejada. Já o empresário que pretende atender em primeiro lugar a sua consciência, apesar de bem intencionado, não deixa de ser egoísta em alguma medida por preterir o interesse coletivo – da empresa – em prol do seu, particular.

Fonte: DCI

 

É verdade, devedor honesto é a regra. O devedor mal intencionado é a exceção. O problema é que o devedor desonesto causa enorme estrago nas finanças do credor. Por isso, devemos ser rigorosos no crédito ou firmes na cobrança.

Atualmente os consumidores jovens já não se sentem tão angustiados quando estão devendo. Em breve veremos reflexos deste perfil nas novas gerações de empresários.

Por isso, é importante sabermos para quem podemos estender a mão e flexibilizar a cobrança.

Qual sua opinião?

Participe, envie seu comentário.

Saudações,

Dr. Denis Siqueira 

 

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DDA – Débito Direto Autorizado

DDA - Débito Direto Autorizado
DDA – Débito Direto Autorizado

 

 

 

 

 

 

 

O que é?

É um novo serviço que possibilitará ao sacado consultar e pagar eletronicamente, por meio do Banco em que possui Conta Corrente, Poupança ou Conta Salário, todos os títulos de cobrança registrada emitidos contra ele, sejam eles do próprio Banco ou de qualquer outro.

“Cobrança registrada” é aquela em que o Credor envia os dados da cobrança para o Banco Cedente. Somente com esse registro é possível ter os benefícios do DDA.

O DDA é diferente de Débito Automático. No DDA, o cliente consulta seus boletos registrados e deve efetuar o pagamento. “Claro que existem aqueles boletos que por alguma razão o cliente não quer efetuar o pagamento. Neste caso, existe a opção de não reconhecimento da dívida, mais ou menos como acontece hoje quando simplesmente descartamos algum boleto indevido. Vale lembrar que as regras de cobrança permanecem inalteradas e que a responsabilidade de pagamento é do sacado, e o não pagamento continua sujeito a protesto”. É o que esclarece a divisão de Comercialização de Produtos e Serviços do Bradesco.

Quais as vantagens para o cliente?

Além do apelo ecológico da redução do consumo de papel, existem vantagens práticas:

  • • o cliente terá a conveniência de gerenciar seus pagamentos eletronicamente; 
  • • no ato de pagamento não será necessário inserir dados como o código de barras; 
  • • haverá maior segurança e sigilo na entrega de cobranças.

Atrasos ou extravios de boletos enviados pelos correios serão evitados com o DDA. E com a maior utilização dos meios eletrônicos, espera-se uma redução das filas nas agências bancárias.

Para clientes pessoa jurídica, com contas a pagar centralizado, o sistema é vantajoso, pois, evitará que os boletos sejam enviados para suas filiais ou extraviados.

Quais as vantagens para a Empresa Credora?

  • • haverá  uma redução de custos com a emissão e envio de boletos; 
  • • a confirmação da entrega da cobrança será eletrônica; 
  • • o prazo entre o registro e disponibilidade para o cliente será reduzido de 6 para 2 dias.

Quem faz a emissão e envio dos boletos pela Empresa Cedente, deixará de enviá-los após identificar a adesão de seu cliente ao DDA.

A adesão ao sistema

Mas, tudo depende da adesão do cliente ao DDA, escolhendo não receber mais o boleto convencional por correio, passando a controlar eletronicamente seus pagamentos.

Segundo o Bradesco, em um primeiro momento, o DDA visa atingir um público que já tem a cultura de efetuar pagamentos eletronicamente. Para as pessoas mais conservadoras, o conceito deve estar bem claro e a pessoa bem decidida de que realmente quer aderir ao sistema, pois ela deixará de receber seus boletos em papel.

Após a adesão ao DDA, o cliente ainda pode receber boletos em papel nas seguintes hipóteses:

  • • quando o boleto é sem registro;
  • • quando a emissão e envio é realizada pelo Cedente pode existir situações em que por engano, o boleto também seja enviado fisicamente, ao exemplo dos boletos enviados juntamente com a nota fiscal e mercadoria;
  • • nas contas de tributos ou serviços públicos (água, luz, etc.), que ainda não participam do DDA.

Se o cliente receber um boleto em papel de uma cobrança que está registrada no DDA, deverá efetuar o pagamento do boleto eletrônico, ignorando o boleto de papel.

Como funciona o DDA?

A lógica do sistema é a seguinte: sempre que um dos Bancos cadastrados no DDA for emitir um boleto de cobrança, será verificado se o cliente consta como “sacado eletrônico”. Se o cliente estiver cadastrado, não será impresso e despachado o documento físico, ocorrerá apenas o registro eletrônico junto a CIP (Câmara Interbancária de Pagamentos).

Estando os boletos eletrônicos centralizados, o cliente poderá consultá-los e pagá-los através de qualquer um dos Bancos em que fez sua adesão.

O cliente terá acesso as suas cobranças pelos mais diferenciados meios, como Internet, celular, caixa automático, central de atendimento telefônico, entre outros.

Outra vantagem para o cliente é poder cadastrar seus dependentes (cônjuge, filhos, pais, avós, etc.). Da mesma forma, uma empresa pode cadastrar suas filiais e coligadas.

Os contratos de adesão

Analisando o termo de adesão de Bancos como Itaú e Bradesco, os pontos mais importantes são:

  • • o cliente se obriga a consultar os boletos eletrônicos periodicamente;
  • • boleto disponível é boleto entregue, independente do acesso do cliente;
  • • o cliente dispensará o envio do documento em papel;
  • • os boletos vencidos de outras instituições somente poderão ser pagos no Banco Cedente, para tanto o cliente poderá emitir o boleto vencido para pagamento;
  • • o cliente será notificado cada vez que ocorrer o registro de um novo boleto no DDA (através de e-mail, SMS, etc.);
  • • fica aberta a possibilidade de cobrança de tarifa pelo serviço DDA, porém o Bradesco declara que não irá cobrar tarifas pela utilização do serviço;
  • • a qualquer momento o cliente pode solicitar sua exclusão do DDA;
  • • é possível aderir ao DDA em várias instituições simultaneamente.

Últimas considerações

O grande diferencial do sistema é a possibilidade de centralizar em um único sistema os boletos emitidos por qualquer Banco.Naturalmente que o cliente que decidir aderir ao sistema, preferirá usar o Banco em que mantém maior volume de operações. Mas, ele pode se cadastrar em vários, o que facilita o pagamento para quem tem recursos em mais de uma conta.

O boleto bancário ainda deverá persistir por longos anos, pois, muitos ainda preferem ter o documento físico para controle de contas.

Haverá economia de papel? Esperamos que sim. Mas, quem quiser ter a fatura e comprovante em mãos, deverá imprimir o documento, mas, neste caso o custo é todo do cliente.
A tendência é que os usuários gerem arquivos digitais de seus comprovantes e faturas. Mas, esta não é só uma questão cultural, mas, principalmente, uma questão de habilidade técnica.

Este sistema é uma luva para a nova geração de consumidores, que já se relacionam, trabalham e consomem através da Internet.

Outros reflexos devem surgir com a implantação do sistema, ao exemplo de fraudes como a emissão de “espelho de cobrança” para obtenção de crédito bancário, que serão inviabilizadas com a centralização das cobranças no DDA.

As regras de pagamento permanecem as mesmas:

  • • o sacado escolhe onde vai pagar (sua adesão é livre e múltipla);
  • • boleto vencido é recebido apenas pelo Banco Cedente;
  • • o procedimento e prazo de protesto não muda.

O DDA necessita que a cobrança seja registrada, pois, somente a partir do registro será possível disponibilizar a informação para o cliente, o que, demandará adequação das empresas que usam as facilidades da cobrança sem registro.

Espera-se que em três anos o 50% dos boletos sejam registrados no DDA.

A previsão de lançamento é em 19 de outubro de 2009.

Saudações,

Dr. Denis Siqueira

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Crédito e cobrança