Estado de SP protesta em cartório dívidas do IPVA

Quem tem débito de IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) no Estado de São Paulo deve ficar atento. É que a Procuradoria-Geral do Estado está protestando em cartório as dívidas do imposto devido pelos donos desses veículos.

A informação foi publicada na edição de 12/11/2013 do “Estado de S. Paulo”. 

Entre dezembro de 2012 e outubro deste ano, a PGE levou a protesto as dívidas de 138 mil contribuintes (pessoas físicas e empresas), no valor de R$ 130,3 milhões. Em média, cada dívida protestada equivale a R$ 944.

Nessa primeira etapa estão sendo protestadas dívidas de 2010, diz Eduardo José Fagundes, subprocurador-geral de Contencioso Tributário Fiscal da PGE. Nos próximos meses, serão levadas a protesto as dívidas de 2011, 2012 e 2013.

Segundo dados divulgados pela PGE, de cada R$ 100 levados a protesto, em média R$ 14,30 retornam aos cofres da Secretaria da Fazenda paulista, responsável pela cobrança do IPVA. Dos R$ 130,3 milhões cobrados em cartório, R$ 18,63 milhões já foram recuperados.

CONSEQUÊNCIAS

Fagundes ressalta que o contribuinte em dívida com o Estado não pode, por exemplo, movimentar os créditos da Nota Fiscal Paulista.

Mas não é apenas essa a desvantagem. Fagundes lembra que o devedor do IPVA não pode licenciar o veículo (e sem licenciamento o veículo pode ser apreendido em uma fiscalização de trânsito), ter crédito no comércio, abrir conta em banco nem vender um imóvel em seu nome (a dívida constará da certidão negativa estadual).

Antes de encaminhar a dívida de IPVA para os cartórios (a cobrança eletrônica é enviada aos cartórios das cidades em que os veículos são licenciados), a Fazenda paulista envia comunicado para o contribuinte devedor visando receber o imposto. É a chamada cobrança administrativa.

O contribuinte que receber o comunicado tem 30 dias para pagar a dívida ou apresentar defesa.

O dono do veículo que não quitar o débito ou não apresentar defesa no prazo terá seu nome inscrito na dívida ativa do Estado de São Paulo (transferindo a administração do débito para a Procuradoria-Geral do Estado, que poderá iniciar o procedimento de execução judicial, com aumento na multa de 20% para 100%, além da incidência de honorários advocatícios).

Fonte: Folha de São Paulo

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Carnês lideram pagamentos atrasados

Pela primeira vez em dois anos, o carnê e o boleto ultrapassaram o cartão de crédito como a forma de pagamento que levou o consumidor à inadimplência. Pesquisa trimestral feita pela Boa Vista Serviços para traçar o perfil do inadimplente revela que, no mês passado, o carnê e o boleto lideraram o ranking dos meios de pagamentos que causaram a restrição, com 30% das respostas, seguidos pelo cartão de crédito, com 28%.

“Fazia muito tempo que o carnê e o boleto não eram os principais meios de pagamento apontados como os responsáveis pelo avanço da inadimplência”, observa o economista da Boa Vista Serviços, Flávio Calife.

A última vez que o carnê e o boleto ocuparam a liderança desse ranking foi em setembro de 2011 e com porcentuais menores do que os atuais: o carnê e o boleto com 28% e o cartão de crédito com 22%. De março do ano passado em diante, o cartão assumiu a liderança, com 29%. Em junho de 2012, o indicador subiu para 30% e se mantém em 28% desde dezembro do ano passado.

A enquete, feita com cerca de mil consumidores inadimplentes no mês passado, indica uma mudança importante de comportamento das lojas e do consumidor. Como os bancos ficaram mais seletivos na concessão de crédito, os lojistas optaram por vender a prazo por meio de carnê e boletos. Dessa forma, escapam do maior rigor imposto pelas instituições financeiras.

A segunda hipótese, segundo Calife, que explicaria essa mudança de perfil, é que o próprio consumidor, mais cauteloso, reduziu o uso do cartão de crédito. “O consumidor está mais preocupado.”

Desemprego

Outro resultado relevante da pesquisa é que cresceu, de junho deste ano para setembro, em 4 pontos porcentuais, a fatia de inadimplentes que atribuíram ao desemprego o principal motivo do calote. No mês passado, 34% apontaram a perda de emprego como a causa mais importante. Na pesquisa anterior, em junho de 2013, essa fatia era de 30%.

Em contrapartida, houve queda, de junho para setembro, no número de entrevistados que apontaram o descontrole como o principal motivo do calote. Em junho, esse indicador estava em 28% e, no mês passado, em 23%.

“A diferença entre a fatia de inadimplentes que aponta o desemprego e a que atribui o descontrole de gastos é de 11 pontos porcentuais”, ressalta Calife. Ele observa que, no segundo trimestre desta ano, o desemprego também era tido como o principal fator, seguido pelo descontrole. Mas a diferença entre esses dois motivos era de apenas 2 pontos porcentuais. “O desemprego aumentou e o descontrole diminuiu.” Segundo o economista, o avanço do desemprego como principal motivo de calote reflete as mudanças, ainda pequenas, que já estão ocorrendo no mercado de trabalho. Embora a taxa de desemprego tenha batido sucessivos recordes de baixa, o mercado de trabalho passa por uma acomodação e a recolocação para quem perde o trabalho já não é tão rápida como tempos atrás.

Natal

Apesar de a inadimplência representar um obstáculo para os lojistas impulsionarem as vendas, especialmente nesta época do ano que antecede o período de maior faturamento, a pesquisa indica um cenário mais favorável para os próximos meses. De acordo com a enquete, a totalidade dos entrevistados acredita que vai conseguir quitar as pendências parcial ou totalmente nos próximos meses. Em junho essa fatia era de 92% e, em setembro do ano passado, de 91%.

Fonte: O Estado de São Paulo

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Limpar o nome com sabedoria

Com a proximidade do final de ano, as empresas querem recolocar no mercado de consumo seus clientes que por um motivo ou outro acabaram não honrando os compromissos assumidos. Os chamados inadimplentes estão com o nome sujo da praça, ou seja, foram negativados, com isso têm dificuldades em acessar novas compras via crediário. As duas maiores operadoras de bancos de dados utilizados pelos lojistas e bancos estão abertas a negociação. Firmaram convênio com os credores e esperam firmar acordos que permitam a regularização da situação financeira dos até então inadimplentes.

Criaram um sistema online que permite negociações a distância sem que seja necessário ir até a loja fisicamente. É evidente que quem está com o nome sujo na praça deseja recuperar o crédito e honrar os compromissos assumidos. Este grande mutirão para limpar o nome pode se apresentar como uma ótima oportunidade aos consumidores. Não obstante entender que o consumidor deve buscar esta alternativa alerto que é preciso fazer isso com sabedoria.

Explico melhor. Muitos credores, notadamente os ligados ao sistema financeiro, são ávidos em carregar multa e juros no saldo devedor, elevando demasiadamente a dívida inicial. Uma dívida não paga no cartão de crédito, ou empréstimo pessoal, ou outra modalidade de crédito, pode ser elevada em 50, 80 e alguns casos ultrapassar os 100%. Toma emprestado R$ 1.000,00 e, pela mágica da matemática financeira, com juros capitalizados, o valor devido é potencializado, tornando-se absurdamente mais elevado.

No comércio de uma forma geral isso ocorre com menor frequência, contudo, quando tratam-se de lojas de rede normalmente há uma financeira que efetua a venda a crédito e o valor também pode ficar muito acima do razoável. Assim, o primeiro passo é confirmar o saldo devedor, o quanto o mesmo cresceu e qual o desconto oferecido para o acerto. Em outras palavras: desconto de 50%, por exemplo, pode ser somente para reduzir os valores potencializados com juros moratórios. O ponto de partida é o valor original, o valor do empréstimo ou do bem.

Passada esta fase, é hora de saber o tamanho da prestação que o bolso suporta nesta possível renegociação de dívida. Não aceite a primeira proposta. Faça contas. Verifique qual o atual comprometimento de renda e veja qual espaço existente em seu orçamento doméstico. Se entender que a proposta não resolve definitivamente seu problema, resista, negocie, faça contraproposta, enfim, não adianta assumir algo que não irá cumprir.

Depois de tudo acertado, é hora da reflexão: levante as causas, ou seja, o que levou a atrasar este pagamento? Comprou acima da possibilidade? Foi um caso pontual que não ocorrerá mais? Está operando acima de sua capacidade financeira? Fica evidente que não detectar a causa raiz e ser determinado para não incorrer mais no problema, dentro de pouco tempo não conseguirá honrar este compromisso, como fatalmente terá novos problemas financeiros. Cuidar do dinheiro de maneira adequada eleva a qualidade de vida e garante situação estável para prover a família. A sabedoria neste momento pode ser o divisor entre a solução do problema ou somente seu adiamento. Reflita.

O autor, Reinaldo Cafeo, é economista, diretor regional do Corecon e articulista do JC.

Fonte: Jornal da Cidade (Bauru – SP)

 

A recuperação de crédito deve ser também o momento em que o credor corrige sua negligência na concessão de crédito. Ou seja, é também o crédito mal concedido gera a inadimplência e até o superendividamento.

Ser flexível e ajudar o consumidor à encontrar uma solução é um principio de sustentabilidade em crédito.

Saudações,

Dr. Denis Siqueira 

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Índice de inadimplência com cheques cai no mês de setembro

O índice de inadimplência do setor de cheques apresentou queda de 0,06% no mês de setembro indo para 2,50% em comparação com agosto. No resultado de julho, o percentual de inadimplência estava em 2,97%.

A Pesquisa Nacional sobre Liquidação de Cheques, realizada pela TeleCheque, mostrou que o setor que mais contribuiu para a queda foi o de “Cheques sem fundos” que neste mês é responsável por 73,2% dos casos de inadimplência, em agosto, ele respondia por 75%.

Das outras categorias, estão os cheques sustados com 11,2%; roubados ou furtados, com 4,4%; fraudados, com 0,8%; e outros, com 10,4%. O ticket médio dos cheques cresceu 1,63% em relação a agosto ficando em R$ 781,93.

De acordo com José Antônio Praxedes, presidente da TeleCheque, o cenário da inadimplência com cheques em geral é positivo. “Se pensarmos que setembro é o segundo mês consecutivo de queda da inadimplência com o uso desse meio de pagamento. É importante destacar também que o ticket médio aumentou cerca de 3,69% em relação ao primeiro mês do terceiro trimestre, um fator muito importante para o cheque se consolidar cada vez mais como instrumento de crédito para os consumidores. ”

Índice Regional

A Região Norte foi a que apresentou maior participação na inadimplência dos cheques que chegou a 3,36% dos cheques emitidos, em relação a agosto, a região se mantém com o maior índice. A região Sul registrou a menor inadimplência com 1,94% ante 2,02% de agosto sobre a emissão geral de cheques. 

O Nordeste teve a segunda maior quantidade de não quitações, com 3,09%, aumento de 0,65% em relação a agosto. O Sudeste ficou no meio do ranking, com 2,42% no índice de inadimplência. Já o Centro-Oeste foi o destaque no período, com a maior redução no índice de inadimplência, passando de 2,85% em agosto para 2,31% do total de cheques emitidos na região em setembro.

Fonte: Istoé Dinheiro

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Mutirões permitem que consumidor negocie dívidas pela internet com desconto

Consumidores com dívidas vão poder negociar seus débitos pela internet. A Serasa Experian a e Boa Vista Serviços (administradora do Serviço Central de Proteção ao Crédito) lançaram nesta quarta-feira (9) serviços que permitem a realização de acordos online.

O serviço da Serasa Experian vai permitir esses acordos por uma semana (começa à zero hora da próxima segunda, dia 14, e vai até o dia 20). O sistema atende de graça clientes do país inteiro.

O site Feirão Limpa Nome Online vai funcionar 24 horas por dia. Algumas empresas, no entanto, podem ter horários específicos para atender a dúvidas dos clientes. Para participar, é preciso preencher um cadastro no site.

Após isso, o consumidor será levado a uma página onde estarão relacionadas todas as empresas participantes (estão no menu lateral).

Ao escolher e clicar no nome da empresa, surgirá uma página apresentando as dívidas pendentes do consumidor. A partir daí, o consumidor pode entrar em contato para negociar diretamente com as empresas, sem intermediários.

São informados possíveis descontos na dívida, com condições de pagamento diferenciadas. Em alguns casos, é possível até mesmo que o boleto já esteja disponível, a partir de uma proposta feita pela própria empresa, diz a Serasa Experian.

Assim, é possível escolher quais condições e formas de pagamento melhor se encaixam no orçamento.

Entre as empresas participantes, estão lojas, bancos e instituições financeiras, distribuidoras de energia, cartões de crédito e instituições de ensino.

Programa da Serasa faz parte de projeto permanente

Segundo a Serasa Experian, o Feirão Limpa Nome Online faz parte do Limpa Nome Online, serviço gratuito e aberto para os cidadãos em tempo integral. Lançado no ano passado, o Limpa Nome Online conta com a participação de cerca de 60 empresas de diferentes setores.

Assim, caso o consumidor não possua débito em aberto com nenhuma das empresas participantes do Feirão, ele ainda pode verificar a existência de pendências com as outras companhias participantes do Limpa Nome Online e igualmente negociar suas dívidas.

O procedimento é o mesmo do mutirão: entrar no site e se cadastrar. Segundo a Serasa, o índice de sucesso nas negociações chega a 80%.

Boa Vista faz negociação por dois meses

O “Mutirão Online Acertando suas Contas”, da Boa Vista Serviços (administradora do SCPC), vai de 14 de outubro até 14 de dezembro.

Para participar, o consumidor deverá acessar o site do serviço, fazer seu cadastro e consultar o seu CPF. Se houver dívidas registradas no nome do consumidor, ele terá acesso a propostas exclusivas para a renegociação.

O objetivo da Boa Vista, que já promove feirões de renegociação de forma presencial, é aumentar o alcance dessas ações.

“O Mutirão Online Acertando suas Contas alcançará um número ainda maior de consumidores, principalmente em regiões em que os mutirões presenciais ainda não chegaram”, diz Dorival Dourado, presidente da empresa.

O mutirão pela internet vai reunir empresas de diversos setores da economia, como telecomunicações, utilidades domésticas, bancos, varejo e indústria. As renegociações são feitas caso a caso.

Fonte: UOL Economia 

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