Até que ponto a inadimplência pode afetar sua vida profissional?

É fato que a inadimplência traz preocupações à vida das pessoas, mas os impactos vão além de não conseguir honrar o compromisso assumido, traz problemas de saúde e até profissionais. A situação, se não controlada e solucionada, pode levar a questões mais críticas como o desemprego e a dificuldade de recolocação no mercado de trabalho. Um profissional endividado fica tão preocupado em solucionar o problema e, ao mesmo tempo, ansioso pela pressão dos credores, que acaba perdendo o foco do dia a dia das suas atividades. O desempenho começa a ficar comprometido, ele fica desmotivado e seu gestor passa a questionar o andamento do trabalho. Com o tempo, a consequência pode ser até a perda do emprego.

O mesmo ocorre com alguém endividado que está desempregado. Além da busca por uma recolocação, ele fica ansioso pela cobrança e como vai pagar as contas, já que não tem renda, o que agrava ainda mais a situação. O nervosismo compromete a entrevista: o candidato não consegue ter serenidade e foco no processo seletivo, pois seu foco está no endividamento. Por isso, o melhor momento para manter as contas em dia é quando tudo está muito bem. É o momento de criar seu “colchão de segurança” para imprevistos e até um futuro desagradável, como o desemprego. Utilizando o crédito a seu favor, pagando com tranquilidade dentro do seu orçamento e, ao mesmo tempo, economizando. O crédito é um benefício quando bem utilizado.

Profissionais que têm uma vida financeira mais equilibrada com certeza são mais produtivos e felizes, pois sabem que têm a liberdade de ir e vir proporcionada pela segurança financeira.

Para apoiar neste caminho, deixo algumas dicas:

  • Crie visão de médio e longo prazo. Planeje suas compras a crédito.
  • Tenha uma reserva de pelo menos seis vezes suas despesas para imprevistos.
  • Está endividado? Procure seus credores e negocie. Faça proposta.
  • Procure seu gerente com o total da sua dívida e veja um crédito pessoal. É melhor ter uma dívida do que várias. Até a motivação é diferente para manter o pagamento.
  • Compartilhe sua dificuldade com alguém em quem confie. Grande parte dos inadimplentes não pede ajuda e depois se vê em um beco sem saída.

Por fim, transforme o crédito em seu aliado, utilizando-o de forma planejada. Passe a entender e tratar o orçamento como parte da construção da sua carreira e da sua realização corporativa. Profissionais inteligentes financeiramente conseguem ser mais bem sucedidos.

Por: Dirlene Costa – Diretora de Recuperação de Crédito e Atendimento ao Cliente.

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Crédito errado triplica dívida em um ano

Contratar o crédito errado pode fazer o valor final da dívida triplicar em um ano.

Simulação mostra o impacto dos juros no valor final de um empréstimo de R$ 10 mil por um ano. O cartão de crédito prova ser a pior escolha: a dívida saltaria para R$ 29,3 mil, quase o triplo da quantia tomada.

Com as menores taxas de juros, empréstimo consignado – descontado direto da folha de pagamento – é o que menos pesa no bolso. Uma dívida de R$ 10 mil ficaria em R$ 11,2 mil após 12 meses.

As linhas de crédito com juros maiores, como o cartão de crédito e o cheque especial, devem ser usadas só em emergências e, mesmo assim, por pouco tempo –no máximo três dias no caso do cheque–, diz o planejador financeiro Oswaldo Sena.

Caso o consumidor perceba que não vai conseguir pagar o débito em pouco tempo, deve contratar um empréstimo pessoal ou um consignado (com juros menores), pagar o que está devendo no cartão ou no cheque e ficar, então, com uma modalidade de crédito mais barata.

“Mas a pessoa fica constrangida de ter de ir ao banco e pedir o dinheiro ao gerente porque está devendo e acaba optando pelo cartão ou pelo cheque especial, que são créditos mais acessíveis”, afirma Sena.

Superendividamento

E são justamente as dívidas com juros mais altos, que fazem o valor devido crescer mais rápido, as que podem provocar o superendividamento – quando o consumidor tem mais de 30% da renda comprometida com pagamento de prestações.

O superendividamento está no foco de uma comissão do Senado que quer tornar as instituições financeiras corresponsáveis pelo descontrole financeiro dos clientes que tomam crédito consignado.

O projeto, que propõe mudanças no Código de Defesa do Consumidor, deve ser votado na semana que vem pela comissão. Se aprovado, ainda depende de respaldo do Senado, em votação que deve ocorrer ainda neste ano.

Pelo projeto, o consumidor poderia ter, por norma, no máximo 30% de sua renda mensal líquida comprometida com o pagamento do consignado a um ou mais credores.

A proposta prevê que, caso o consumidor fique inadimplente tendo ultrapassado esse limite, os bancos tenham de rever prazos e reduzir juros e multas.

Levantamento da Boa Vista Serviços, administradora do SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), realizado entre setembro de 2011 e maio deste ano, mostrou que, nesse período, 56,4% dos consumidores que limparam o nome voltaram a dar calote após 12 meses.

Para Natan Finger, fundador da consultoria financeira Private Pay, o primeiro passo para reorganizar as finanças é ter disciplina. Ele recomenda montar um orçamento com as despesas fixas – como aluguel ou prestação do imóvel, luz, água, telefone –  e as variáveis – restaurante, cinema, lazer em geral.

Gastos com matrícula escolar e impostos, como IPVA (imposto dos veículos) e IPTU (imposto dos imóveis), não devem ser esquecidos.

Fonte: Folha de São Paulo

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Limpar o nome com sabedoria

Com a proximidade do final de ano, as empresas querem recolocar no mercado de consumo seus clientes que por um motivo ou outro acabaram não honrando os compromissos assumidos. Os chamados inadimplentes estão com o nome sujo da praça, ou seja, foram negativados, com isso têm dificuldades em acessar novas compras via crediário. As duas maiores operadoras de bancos de dados utilizados pelos lojistas e bancos estão abertas a negociação. Firmaram convênio com os credores e esperam firmar acordos que permitam a regularização da situação financeira dos até então inadimplentes.

Criaram um sistema online que permite negociações a distância sem que seja necessário ir até a loja fisicamente. É evidente que quem está com o nome sujo na praça deseja recuperar o crédito e honrar os compromissos assumidos. Este grande mutirão para limpar o nome pode se apresentar como uma ótima oportunidade aos consumidores. Não obstante entender que o consumidor deve buscar esta alternativa alerto que é preciso fazer isso com sabedoria.

Explico melhor. Muitos credores, notadamente os ligados ao sistema financeiro, são ávidos em carregar multa e juros no saldo devedor, elevando demasiadamente a dívida inicial. Uma dívida não paga no cartão de crédito, ou empréstimo pessoal, ou outra modalidade de crédito, pode ser elevada em 50, 80 e alguns casos ultrapassar os 100%. Toma emprestado R$ 1.000,00 e, pela mágica da matemática financeira, com juros capitalizados, o valor devido é potencializado, tornando-se absurdamente mais elevado.

No comércio de uma forma geral isso ocorre com menor frequência, contudo, quando tratam-se de lojas de rede normalmente há uma financeira que efetua a venda a crédito e o valor também pode ficar muito acima do razoável. Assim, o primeiro passo é confirmar o saldo devedor, o quanto o mesmo cresceu e qual o desconto oferecido para o acerto. Em outras palavras: desconto de 50%, por exemplo, pode ser somente para reduzir os valores potencializados com juros moratórios. O ponto de partida é o valor original, o valor do empréstimo ou do bem.

Passada esta fase, é hora de saber o tamanho da prestação que o bolso suporta nesta possível renegociação de dívida. Não aceite a primeira proposta. Faça contas. Verifique qual o atual comprometimento de renda e veja qual espaço existente em seu orçamento doméstico. Se entender que a proposta não resolve definitivamente seu problema, resista, negocie, faça contraproposta, enfim, não adianta assumir algo que não irá cumprir.

Depois de tudo acertado, é hora da reflexão: levante as causas, ou seja, o que levou a atrasar este pagamento? Comprou acima da possibilidade? Foi um caso pontual que não ocorrerá mais? Está operando acima de sua capacidade financeira? Fica evidente que não detectar a causa raiz e ser determinado para não incorrer mais no problema, dentro de pouco tempo não conseguirá honrar este compromisso, como fatalmente terá novos problemas financeiros. Cuidar do dinheiro de maneira adequada eleva a qualidade de vida e garante situação estável para prover a família. A sabedoria neste momento pode ser o divisor entre a solução do problema ou somente seu adiamento. Reflita.

O autor, Reinaldo Cafeo, é economista, diretor regional do Corecon e articulista do JC.

Fonte: Jornal da Cidade (Bauru – SP)

 

A recuperação de crédito deve ser também o momento em que o credor corrige sua negligência na concessão de crédito. Ou seja, é também o crédito mal concedido gera a inadimplência e até o superendividamento.

Ser flexível e ajudar o consumidor à encontrar uma solução é um principio de sustentabilidade em crédito.

Saudações,

Dr. Denis Siqueira 

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Apesar de queda no uso, cheque ainda é opção de crédito para pequenas empresas

Há quem pense que os tão conhecidos atos de cruzar ou assinar um cheque estão cada vez mais próximos da aposentadoria. De fato, a utilização dos talões como forma de pagamento vem caindo, sobretudo, por causa do aumento na utilização de cartões de crédito e débito. Segundo levantamento do Banco Central, o uso de cheques caiu 5% em 2011 se comparado ao ano anterior. Já o uso de cartões cresceu 14%. De acordo com a Febraban, a queda no uso entre 2002 e 2012 foi de 12%. Apesar da baixa no uso, dados da BC revelam que o valor médio dos cheques emitidos cresceu 86% entre entre 2006 e 2011, passando de R$ 941,6 para R$ 1.752,20.

De acordo com José Antônio Praxedes, presidente da Telecheque, isso aconteceu porque o cheque passou ser um instrumento de crédito, principalmente para muitos profissionais e pequenos empresários informais que acabam não recebendo crédito por parte dos bancos. “Esse seria um dos principais consumidores de cheques no Brasil. Um empresário que utiliza esse meio como uma forma de crédito e também movimenta a economia.”

Além desse grupo, o cheque ainda é usado principalmente nas áreas de educação. No varejo é onde ele mais perde força. Aline Rabelo, coordenadora da Investmania, dá orientações básicas para um instrumento tão popular e conhecido, mas que ainda é usado de forma equivocada. 

(1) Planejamento: o cheque se torna um grande problema quando usado sem planejamento. Só passe um cheque com a certeza que terá dinheiro em conta para que ele seja compensado. 

(2) Use a seu favor: saiba utilizar o cheque a seu favor. Assim como qualquer outra forma de pagamento ele pode garantir vantagens interessantes como parcelamentos sem juros.

(3) Compulsão: seja rigoroso ao passar cheques. Cuide para que ele seja utilizado em casos realmente necessários. Não desenvolva o hábito de sair com talões o que pode dar uma sensação de poder de compra e trazer problemas.

(4) Segurança: em caso de valores altos, o cheque deve ser sempre nominal para evitar problemas em caso de roubos. E como dito anteriormente, não ande com o talão, pois caso ocorra um furto ou uma perda isso pode trazer grandes problemas.

Fonte: Istoé Dinheiro

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Recupere o crédito com planejamento e renegociação de dívida

Há algum tempo, José não dorme tranquilo. Ele não está dando conta de pagar as dívidas que contraiu quando ficou desempregado.

Descobriu, do jeito mais difícil, como faz falta não ter uma reserva financeira para enfrentar imprevistos.

Não controlou as despesas, e o resultado não poderia ser outro: pagou somente a parcela mínima do cartão de crédito, entrou no cheque especial e atrasou o financiamento do carro.

Como o novo emprego demorou mais do que ele esperava, tomou empréstimo no banco e acumulou dívidas de sete vezes o seu salário.

Seu irmão percebeu mudanças no seu comportamento e puxou conversa para saber o que estava acontecendo e como podia ajudar.

Quando se inteirou do problema, ajudou José a organizar as informações e apurar o saldo devedor em cada instituição financeira e os juros de cada operação.

Tratou de acalmar o irmão orientando os próximos passos: renegociar a dívida com os credores. Eles, parte interessada, teriam de ajudar José a resolver o problema.

Como? Aumentando o prazo de pagamento e diminuindo os juros cobrados. 

José, por sua vez, organizou muito bem o controle de seu fluxo de caixa para definir o limite que seu orçamento comporta. Ele passou a se sentir preparado para essa negociação com os credores depois que entendeu que eles têm todo o interesse de ajudá-lo a encontrar uma saída: melhor receber menos do que nada!

Dados do Banco Central demonstram que existem muitos Josés e Marias que renegociam os débitos vencidos e conseguem reduzir os juros.

O montante de créditos renegociados por pessoas físicas foi de R$ 21,76 bilhões em junho, com avanço de 17,6% no acumulado em 12 meses, superando o crescimento de novos créditos concedidos nesse segmento.

O nível de inadimplência preocupa os bancos e as autoridades. Conforme estatística do Banco Central, em junho deste ano cerca de 25% das operações de crédito renegociadas estão com atraso superior a 90 dias.

No meu entendimento, esse elevado índice de reincidência no calote se deve à falta de planejamento financeiro. Não adianta renegociar a dívida, conseguir mais prazo e menos juros se o orçamento do devedor não for ajustado para acomodar esse compromisso.

VALE A PENA 

Muita gente está deixando o problema se agravar antes de chamar o credor para uma boa conversa.

O estoque de dívidas de pessoas físicas não pagas há mais de 90 dias ultrapassa R$ 57 bilhões, deixando claro o potencial para renegociações.

Na maioria dos casos, vale muito a pena renegociar. Em junho, o prazo médio das dívidas renegociadas aumentou de 28,7 meses, no ano anterior, para 34,8 meses.

A taxa de juros registrou queda significativa. Há dois anos, a taxa média das operações de renegociação era de 61,6% ao ano. Em junho deste ano, de 36,6% ao ano.

Se você tem dívida para renegociar, se prepare para oferecer um pagamento equivalente a no mínimo o valor da primeira prestação, o que demonstra o seu comprometimento com a solução do problema.

“Dar um tempo” para a retomada dos pagamentos é um benefício que as instituições financeiras estão deixando de negociar.

Oferecer garantia real, um carro, por exemplo, é uma condição que certamente contribuirá ainda mais para a redução dos juros da operação.

A garantia diminui o risco da instituição financeira, que agora tem um bem para executar em caso de calote. Risco menor, juros mais baixos: é assim que funciona.

PREVENÇÃO 

Seja previdente e não espere o problema se agravar. Se você está utilizando praticamente todo o limite do cheque especial ou parte dele por mais de 30 dias, agende uma reunião com seu credor para trocar a modalidade de crédito por outra mais barata.

Se você não fizer isso espontaneamente, há grande chance de o seu credor tomar essa iniciativa diante do sinal de inadimplência à vista!

PAGUE À VISTA 

Analise com carinho a possibilidade de vender algum bem e fazer caixa para quitar a dívida atrasada de uma vez só. O desconto que as instituições financeiras estão dispostas a dar nesses casos é muito generoso e pode variar de 60% a 90% do valor da dívida.

ESTRATÉGIA 

Você gostaria de começar de novo e resolver seu problema de uma vez por todas? Vender o carro é uma estratégia que não costuma falhar.

Além de gerar caixa para quitar ou reduzir suas dívidas, sua despesa mensal vai cair bastante, abrindo espaço para um novo planejamento financeiro.

Se você ainda não calculou quanto custa manter o seu carro, incluindo na conta as despesas anuais de IPVA (imposto), seguro e manutenção, calcule. Passar alguns meses sem carro pode ser a luz no fim do túnel que você procura.

MARCIA DESSEN, Certified Financial Planner, é sócia do BMI (Brazilian Management Institute), professora convidada da Fundação Dom Cabral e diretora do Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros. É autora do livro “Cuide Bem do seu Dinheiro” (Editora Pearson, 2013). 

Fonte: Folha de São Paulo

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