Confira as 7 principais dúvidas dos consumidores endividados

A inadimplência demonstra um cenário preocupante para o consumidor brasileiro, no último mês. O Ibedec (Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo) notou um aumento de cerca 40% de consumidores inadimplentes que procuram informações com o objetivo de sair das dívidas.

Um levantamento do Banco Central mostra que 39,1% dos brasileiros estão com suas rendas comprometidas com dívidas.

Veja as principais dúvidas dos consumidores que o Ibedec selecionou e as respostas do instituto:

1- Devo utilizar a antecipação de 13º e imposto de renda para quitar dívidas?
A antecipação só deve ser usada se os juros do adiantamento do imposto de renda e do 13º forem inferiores aos juros dos outros contratos.

2- Efetuando o pagamento da minha dívida, qual o prazo para ser retirado meu nome dos órgãos de proteção ao crédito?
O prazo máximo estipulado para a baixa da negativação é de cinco dias.

3- O que devo fazer quando já quitei minha dívida, mas continuo negativo?
Nesse caso, o consumidor deve tirar um comprovante de restrição dos orgão de proteção ao crédito, incluir o comprovante de quitação da dívida e entrar com ação de danos morais.

4- Quando efetuo um acordo com meu credor, meu nome é retirado da lista de consumidores inadimplentes?
A retirada imediata acontece apenas se ficar estabelecida como parte do acordo, pois a dívida só é considerada quitada após o pagamento de todas as parcelas.

5- Deve se contratar uma empresa para limpar o nome?
Essa opção não é a mais aconselhável,  as empresas são pouco eficientes caso a negativação não seja indevida.

6- As empresas de cobranças fazem utilização de práticas abusivas?
Sim, o Ibedec confirma como prática abusiva contatos telefônicos fora do horário comercial, que restringem o descanço e a privacidade do consumidor, uso de vocabulários chulos, insultos, ameaças e coação, exposição da inadimplência do consumidor à terceiros, ameaças de reaver os bens do consumidor e passar-se por advogado ou oficial de justiça com o objetivo de intimidar o consumidor.

7- O que fazer com dívidas em caso de morte?
A dívida deverá ser paga. Se o falecido não tiver bens suficientes para quitar todas as suas dívidas, elas não serão passadas para os seus herdeiros.

Fonte: InfoMoney

comente aqui

Cobrança – perfil do devedor e do cobrador

O departamento de cobrança de uma organização é responsável direto pelos resultados apresentados no que tange a recuperação efetiva de ativos inadimplidos.  Para garantir o sucesso nas cobranças, possuir profissionais qualificados é o que faz a diferença, pois a recuperação dos ativos será maior.

O profissional bem treinado e qualificado de competências consegue atingir metas propostas e trazer o resultado desejado pela administração. O perfil do profissional que trabalha com cobrança deve ser: uma pessoa metódica, amável sem utilizar a arrogância em sua abordagem e entrevista, ter uma poderosa idéia de missão a ser cumprida, possuir alto grau de confiança que é inabalável, ter uma mentalidade que encara cada objeção, resistência ou obstáculo como um desafio a ser ultrapassado, ser dotado de empatia, muito gentil e educado, ser pró-ativo, persuasivo com capacidade de raciocínio instantâneo e possuir muita persistência. Ter um profissional com este perfil é garantia de resultado na recuperação de créditos inadimplentes.

Pensar que para realizar cobrança de contas em atraso o cobrador deve ser duro, abusivo, rigoroso, forte, é cometer um tremendo engano, porque um cobrador assim traz consigo duas deficiências que impedirão o êxito da cobrança. A primeira é a carência de entendimento, e a segunda é o treinamento inadequado. O cobrador despreparado reage às provocações do devedor ou age induzido pelo seu julgamento.

O cobrador tem que ser profissional, não deve se envolver emocionalmente no problema e não deve responder a provocações. Sua educação e seu tom de voz sem alterações, com paciência e gentileza destroem a resistência do devedor proporcionando um ambiente favorável para realizar a cobrança.

O cobrador deve estar preparado para o debate com o devedor obrigatoriamente  deve estar munido de informações sobre a cobrança.

O devedor estará preparado para se defender da investida do cobrador utilizando duas técnicas: o ataque e aevasão. Através do ataque o devedor tenta colocar o cobrador na defensiva debelando criticas contra a empresa, produto, governo e contra o próprio cobrador. É uma tentativa do devedor de comandar o diálogo, desviar a atenção do cobrador e transferir sua parcela de responsabilidade para outrem. A evasão é a fuga do devedor junto ao cobrador. Eles evitam receber ligações (estão sempre em reunião), nunca estão em casa, estão sempre viajando, acabou de sair para o almoço neste instante, foi ao banco, enfim, são pessoas importantes e sem tempo.

Somente a persistência e a capacidade persuasiva do cobrador conseguirá furar este bloqueio. Geralmente os motivos para a inadimplência do devedor são as mais nobres. E em nome destas justificativas ele solicita compreensão, mais prazos, isenção de juros, anistia de multa e uma carência para começar a pagar.

O cobrador deve estar muito bem preparado para não se deixar envolver pelos problemas particulares do devedor, porque é cobrança é assim, o devedor pede tudo a seu favor e mais um pouco.

São quatro os principais perfis de devedores: O devedor viciado, sempre atrasa, mas acaba pagando. O devedor ocasional, sempre tem a intenção pagar, mas aconteceu um problema que o impediu. Geralmente ficam muito irritados quando cobrados, eles não pensam que são devedores, afinal sempre pagaram. O devedor negligente, sempre deve ser lembrado de seus compromissos, nunca se preocupa com suas obrigações, são vitimas de dificuldades financeiras e de eventos imprevisíveis. O mau pagador recusa-se a pagar, se esquiva do cobrador de todas as formas, inventa desculpas, desaparece, não está preocupado com o seu nome.

Combater a inadimplência é ter uma boa política de cobrança, uma rigorosa avaliação de crédito, e cercar-se de excelentes profissionais.

Fonte: TMAB/RS

comente aqui

Pessoa física também pode decretar falência

 

Pessoas físicas sem condições de quitar suas dívidas podem recorrer a um procedimento similar à falência decretada pelas empresas, explica o advogado Otavio Nucci, diretor da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Ribeirão Preto (SP).

É a chamada insolvência civil, que pode ser declarada quando o interessado consegue comprovar judicialmente que seus bens valem menos do que os débitos.

“É quanto ela tem mais dívidas do que seu patrimônio somado. Quando a dívida fica maior, a chamada bola de neve, a pessoa pode pedir, em juízo, através de um advogado a falência”, afirmou Nucci.

Como contrapartida, o falido é negativado nos órgãos de restrição ao crédito, como SPC e Serasa, e tem os bens penhorados e rateados para pagamento dos credores.

Além disso, fica por cinco anos impedido de gerir negócios e todos os bens adquiridos posteriormente são utilizados para o pagamento da dívida.

Fonte: G1

 

1 comentário

Projeto de reforma do CDC ajudaria devedor e tornaria crédito difícil

 

O consumidor endividado e sem condições de arcar com os compromissos financeiros teria o direito de pedir moratória e parcelar os débitos em até 60 meses. Além disso, o crédito sem consulta ao SPC e a Serasa seria eliminado do mercado.

Se as dívidas que levaram a pessoa a falência foram formadas por empréstimos mal concedidos, as instituições financeiras poderiam ser obrigadas a reduzir ou mesmo a retirar das prestações a cobrança de juros.

As facilidades são algumas das medidas previstas, no novo Código de Defesa do Consumidor (CDC), para amenizar os efeitos do superendividamento. O anteprojeto de Lei foi apresentado ontem por um grupo de juristas ao presidente do Senado, José Sarney. 

Entre os destaques da proposta, está a proibição de publicidades que ofertam crédito sem a consulta aos órgãos de proteção ao crédito. As instituições também não poderão procurar o consumidor para oferecer empréstimos por meio de telefone ou carta.

A lei veta o assédio de financeiras a clientes vulneráveis, principalmente os beneficiários do INSS, como idosos, pessoas doentes e com deficiência intelectual.

Na hora da liberação do crédito, as empresas serão obrigadas a atuar como consultoras, esclarecendo os pontos do contrato e apontado todos os custos de um financiamento. 

A proposta coloca como responsabilidade da instituição financeira a análise da capacidade de pagamento do cliente. Se boa parte da renda dele estiver comprometida, a empresa terá que negar o empréstimo.

O especialista em Direito do Consumidor e procurador do Estado, Leonardo Garcia, afirma que as mudanças são essenciais, já que hoje é possível encontrar trabalhadores com até 90% do salário comprometido com o crédito.

Em casos extremos como esses, a Justiça vai mediar uma conciliação entre cliente e todos os credores. A idéia é formar um plano de pagamento que poderá comprometer até 30% da renda do trabalhador. O acordo permitirá o re-parcelamento das dívidas em no máximo cinco anos.

Penalidades

O novo código vai jogar para as empresas o peso de preservar as finanças do consumidor. “Isso vai trazer muita discussão. É bem possível que alguns pontos da lei sejam até retirados por senadores e deputados devido à pressão que será feita pelos empresários no Congresso”, diz Garcia.

A advogada de Direito do Consumidor e ex-diretora jurídica do Procon Estadual Lorena Tamanini questiona como será a fiscalização da nova lei. “Hoje, já existem regras para a concessão de empréstimos e mesmo assim as empresas não cumprem. O meu receio é que nada mude e o consumidor continue a ser prejudicado”.

Projeto impõe limite à venda on-line

O comércio eletrônico também está na mira do novo Código de Defesa do Consumidor. O setor ganhará uma sessão específica na lei. O objetivo da medida é proteger o consumidor de pegadinhas on-line e punir empresas que cometem abusos constantes. Se não respeitar as regras, a loja virtual infratora poderá ter sua página na web suspensa e até as contas bancárias bloqueadas. Outro ponto  importante no projeto é a obrigação das empresas a informarem dados como endereço, razão social e CNPJ.

Fonte: A Gazeta

comente aqui

É da Serasa decisão de negativar devedores do Fisco

 

Ações que têm dividido a jurisprudência no Brasil carregam em seu pólo passivo a instituição errada. Processos contra as secretarias de Fazenda estaduais e municipais contra a negativação de devedores tributários de cadastros de restrição ao crédito deixam de lado uma questão importante: a inclusão dos devedores é feita automaticamente por instituições como a Serasa, que, por isso, seria a destinatária correta de tais ações.

Dessa forma, diversos processos, alguns noticiados pela revista Consultor Jurídico – como a liminar pela qual um juiz proibiu a Secretaria da Fazenda do estado de São Paulo de inscrever na Serasa o nome de uma empresa devedora de ICMS – jogam nas costas das procuradorias estaduais uma responsabilidade que não é delas.

É o que explica o diretor jurídico da Serasa Experian, Silvânio Covas. Segundo ele, a inclusão de devedores de impostos no cadastro da empresa se dá por meio de convênios e por acompanhamento do Diário Oficial. “Em alguns lugares, temos convênio com a Secretaria de Fazenda, que nos noticia a cada novo processo de execução fiscal. Onde não temos esse convênio, fazemos buscas nos Diários Oficiais, pois a abertura de execuções fiscais é pública”, diz.

Covas afirma que a instituição “toma a cautela” de anotar as empresas só depois da abertura do processo de execução fiscal, ignorando a inscrição de nomes na dívida ativa. Segundo ele, isso se dá porque, após a inscrição na dívida ativa, ainda existe a possibilidade de o contribuinte esclarecer possíveis erros. E afirma que, quando a instituição é oficiada para retirar nomes do cadastro por decisões judiciais, o faz sem questionar.

Com isso, a discussão levantada por diversos juízes e desembargadores sobre a possibilidade de incluir o contribuinte devedor em cadastro de instituições de restrição de crédito muda de destinatário.

A Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo, por meio de sua assessoria de comunicação, reconhece que é praxe os advogados informarem em juízo que a inclusão do nome de devedores em instituições de restrição ao crédito parte da Fazenda Pública do Estado. No entanto, preferiu não emitir opinião sobre a questão.

Fonte: Consultor Jurídico

comente aqui

 
 

Crédito e cobrança