Crédito em excesso faz mal à saúde financeira

Assim como já ocorre nas propagandas de bebidas, cigarros e remédios, a publicidade de crédito bancário passará a ser acompanhada de uma mensagem sobre os riscos do superendividamento. A frase de alerta no estilo “se beber, não dirija” ainda está sendo discutida pelos bancos, que pretendem colocá-la nos anúncios a partir de 2014.

A avaliação das instituições financeiras é que a propaganda, às vezes, é muito ostensiva, não passa a informação adequada e nem sempre é dirigida ao público alvo. “Poderíamos fazer uma analogia com a publicidade de bebidas: o crédito, em excesso, pode gerar prejuízo”, afirmou Gustavo José Marrone de Castro Sampaio, diretor de autorregulação da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

A mudança nos anúncios é parte do manual sobre crédito sustentável que está sendo elaborado pela federação. A ideia é padronizar ainda outras questões, como treinamento de pessoal e critérios para concessão de empréstimos. Haverá ainda normas sobre informação disponível nos diferentes canais em que o empréstimo pode ser diretamente contratado, como agências, internet e caixa eletrônico. Entre elas, orientações para casos de inadimplência e liquidação antecipada da dívida. “Hoje, vários canais estão disponíveis, com seus limites de informação, e é preciso regular isso”, afirmou Sampaio, durante evento realizado pelo Banco Central sobre inclusão financeira.

Futuro

Sampaio disse que o manual é o início do processo para melhorar a concessão do crédito.

“Não existe uma bala de prata que mude o cenário atual. Não vai acabar com o problema do superendividamento. Esse primeiro texto inicia um programa para o futuro.”

O diretor de Fiscalização do Banco Central, Anthero Meirelles, disse que o endividamento das famílias vem crescendo no mesmo ritmo do avanço do crédito total e que o comprometimento de renda já mostra sinais não apenas de estabilização, mas de redução. “Isso se explica porque o crédito que mais tem crescido é o de longo prazo e de custo menor, sobretudo imobiliário e consignado”, afirmou.

A diferença entre os dois indicadores é que o endividamento considera a dívida total dividida pela renda. Já o comprometimento é a parcelado salário usada para pagar as prestações mensais.

Anthero afirmou ainda que a inadimplência segue em tendência de queda e que não vê, nem nos dados antecedentes, evidências de piora em função dos aumentos da taxa básica de juros. “Não vemos reversão da tendência de queda da inadimplência e nem acredito que venha a ocorrer”, disse. Ele destacou o aumento da renda e o nível de emprego, que ajudam os consumidores a pagar suas contas e a mudança nas regras de concessões, que estão mais rígidas, por parte dos bancos e do BC.

Fonte: O Estado de São Paulo

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Até que ponto a inadimplência pode afetar sua vida profissional?

É fato que a inadimplência traz preocupações à vida das pessoas, mas os impactos vão além de não conseguir honrar o compromisso assumido, traz problemas de saúde e até profissionais. A situação, se não controlada e solucionada, pode levar a questões mais críticas como o desemprego e a dificuldade de recolocação no mercado de trabalho. Um profissional endividado fica tão preocupado em solucionar o problema e, ao mesmo tempo, ansioso pela pressão dos credores, que acaba perdendo o foco do dia a dia das suas atividades. O desempenho começa a ficar comprometido, ele fica desmotivado e seu gestor passa a questionar o andamento do trabalho. Com o tempo, a consequência pode ser até a perda do emprego.

O mesmo ocorre com alguém endividado que está desempregado. Além da busca por uma recolocação, ele fica ansioso pela cobrança e como vai pagar as contas, já que não tem renda, o que agrava ainda mais a situação. O nervosismo compromete a entrevista: o candidato não consegue ter serenidade e foco no processo seletivo, pois seu foco está no endividamento. Por isso, o melhor momento para manter as contas em dia é quando tudo está muito bem. É o momento de criar seu “colchão de segurança” para imprevistos e até um futuro desagradável, como o desemprego. Utilizando o crédito a seu favor, pagando com tranquilidade dentro do seu orçamento e, ao mesmo tempo, economizando. O crédito é um benefício quando bem utilizado.

Profissionais que têm uma vida financeira mais equilibrada com certeza são mais produtivos e felizes, pois sabem que têm a liberdade de ir e vir proporcionada pela segurança financeira.

Para apoiar neste caminho, deixo algumas dicas:

  • Crie visão de médio e longo prazo. Planeje suas compras a crédito.
  • Tenha uma reserva de pelo menos seis vezes suas despesas para imprevistos.
  • Está endividado? Procure seus credores e negocie. Faça proposta.
  • Procure seu gerente com o total da sua dívida e veja um crédito pessoal. É melhor ter uma dívida do que várias. Até a motivação é diferente para manter o pagamento.
  • Compartilhe sua dificuldade com alguém em quem confie. Grande parte dos inadimplentes não pede ajuda e depois se vê em um beco sem saída.

Por fim, transforme o crédito em seu aliado, utilizando-o de forma planejada. Passe a entender e tratar o orçamento como parte da construção da sua carreira e da sua realização corporativa. Profissionais inteligentes financeiramente conseguem ser mais bem sucedidos.

Por: Dirlene Costa – Diretora de Recuperação de Crédito e Atendimento ao Cliente.

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Crédito errado triplica dívida em um ano

Contratar o crédito errado pode fazer o valor final da dívida triplicar em um ano.

Simulação mostra o impacto dos juros no valor final de um empréstimo de R$ 10 mil por um ano. O cartão de crédito prova ser a pior escolha: a dívida saltaria para R$ 29,3 mil, quase o triplo da quantia tomada.

Com as menores taxas de juros, empréstimo consignado – descontado direto da folha de pagamento – é o que menos pesa no bolso. Uma dívida de R$ 10 mil ficaria em R$ 11,2 mil após 12 meses.

As linhas de crédito com juros maiores, como o cartão de crédito e o cheque especial, devem ser usadas só em emergências e, mesmo assim, por pouco tempo –no máximo três dias no caso do cheque–, diz o planejador financeiro Oswaldo Sena.

Caso o consumidor perceba que não vai conseguir pagar o débito em pouco tempo, deve contratar um empréstimo pessoal ou um consignado (com juros menores), pagar o que está devendo no cartão ou no cheque e ficar, então, com uma modalidade de crédito mais barata.

“Mas a pessoa fica constrangida de ter de ir ao banco e pedir o dinheiro ao gerente porque está devendo e acaba optando pelo cartão ou pelo cheque especial, que são créditos mais acessíveis”, afirma Sena.

Superendividamento

E são justamente as dívidas com juros mais altos, que fazem o valor devido crescer mais rápido, as que podem provocar o superendividamento – quando o consumidor tem mais de 30% da renda comprometida com pagamento de prestações.

O superendividamento está no foco de uma comissão do Senado que quer tornar as instituições financeiras corresponsáveis pelo descontrole financeiro dos clientes que tomam crédito consignado.

O projeto, que propõe mudanças no Código de Defesa do Consumidor, deve ser votado na semana que vem pela comissão. Se aprovado, ainda depende de respaldo do Senado, em votação que deve ocorrer ainda neste ano.

Pelo projeto, o consumidor poderia ter, por norma, no máximo 30% de sua renda mensal líquida comprometida com o pagamento do consignado a um ou mais credores.

A proposta prevê que, caso o consumidor fique inadimplente tendo ultrapassado esse limite, os bancos tenham de rever prazos e reduzir juros e multas.

Levantamento da Boa Vista Serviços, administradora do SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), realizado entre setembro de 2011 e maio deste ano, mostrou que, nesse período, 56,4% dos consumidores que limparam o nome voltaram a dar calote após 12 meses.

Para Natan Finger, fundador da consultoria financeira Private Pay, o primeiro passo para reorganizar as finanças é ter disciplina. Ele recomenda montar um orçamento com as despesas fixas – como aluguel ou prestação do imóvel, luz, água, telefone –  e as variáveis – restaurante, cinema, lazer em geral.

Gastos com matrícula escolar e impostos, como IPVA (imposto dos veículos) e IPTU (imposto dos imóveis), não devem ser esquecidos.

Fonte: Folha de São Paulo

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Apesar de queda no uso, cheque ainda é opção de crédito para pequenas empresas

Há quem pense que os tão conhecidos atos de cruzar ou assinar um cheque estão cada vez mais próximos da aposentadoria. De fato, a utilização dos talões como forma de pagamento vem caindo, sobretudo, por causa do aumento na utilização de cartões de crédito e débito. Segundo levantamento do Banco Central, o uso de cheques caiu 5% em 2011 se comparado ao ano anterior. Já o uso de cartões cresceu 14%. De acordo com a Febraban, a queda no uso entre 2002 e 2012 foi de 12%. Apesar da baixa no uso, dados da BC revelam que o valor médio dos cheques emitidos cresceu 86% entre entre 2006 e 2011, passando de R$ 941,6 para R$ 1.752,20.

De acordo com José Antônio Praxedes, presidente da Telecheque, isso aconteceu porque o cheque passou ser um instrumento de crédito, principalmente para muitos profissionais e pequenos empresários informais que acabam não recebendo crédito por parte dos bancos. “Esse seria um dos principais consumidores de cheques no Brasil. Um empresário que utiliza esse meio como uma forma de crédito e também movimenta a economia.”

Além desse grupo, o cheque ainda é usado principalmente nas áreas de educação. No varejo é onde ele mais perde força. Aline Rabelo, coordenadora da Investmania, dá orientações básicas para um instrumento tão popular e conhecido, mas que ainda é usado de forma equivocada. 

(1) Planejamento: o cheque se torna um grande problema quando usado sem planejamento. Só passe um cheque com a certeza que terá dinheiro em conta para que ele seja compensado. 

(2) Use a seu favor: saiba utilizar o cheque a seu favor. Assim como qualquer outra forma de pagamento ele pode garantir vantagens interessantes como parcelamentos sem juros.

(3) Compulsão: seja rigoroso ao passar cheques. Cuide para que ele seja utilizado em casos realmente necessários. Não desenvolva o hábito de sair com talões o que pode dar uma sensação de poder de compra e trazer problemas.

(4) Segurança: em caso de valores altos, o cheque deve ser sempre nominal para evitar problemas em caso de roubos. E como dito anteriormente, não ande com o talão, pois caso ocorra um furto ou uma perda isso pode trazer grandes problemas.

Fonte: Istoé Dinheiro

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Novo golpe oferece solução pela internet para limpar nome sujo

Um novo golpe na praça atinge quem tenta limpar o nome sujo. As ofertas estão na internet. Quem já está devendo, acaba ficando em uma situação pior ainda.

O desespero para quem está com o nome sujo é grande, mas para sair dessa situação não tem milagre: só renegociando a dívida com o credor. Se alguém apresentar uma solução diferente, fuja, pode ser um golpe.

Desemprego ou descontrole financeiro. Essas são as principais explicações de quem acaba atrasando os pagamentos até entrar no cadastro de inadimplentes. “A gente tenta ir em um lugar para comprar as coisas e é desagradável, a gente passa mico, todo mundo fica olhando. Acho que a gente tem que ter na verdade o nome da gente limpo”, diz a doméstica Luzinete Alves.

“Não compra mais nada. A crédito mais nada em lugar nenhum do mundo”, afirma Nivaldo da Cruz.

Para limpar o nome, é preciso pagar ou renegociar a dívida com o credor, mas alguns espertinhos prometem tirar o nome do devedor da lista de inadimplentes sem que ele pague o que deve. Não existe solução mágica e isso é golpe.

“A melhor forma do consumidor se proteger é estar sempre atento e desconfiar de ofertas que prometem milagres, que prometem resolver a dívida de uma forma instantânea e sem a necessidade de pagamento efetivamente do valor que ele sabe que ele deve”, afirma Vander Nagata, superintendente de informações sobre consumidores da Serasa Experian.

Na internet, é fácil encontrar quem ofereça ajuda para limpar o nome. Cobram taxas para fazer serviços que muitas vezes são gratuitos, como consultas de CPF.

Dalva Rodrigues Garcia caiu em um golpe caro. A filha dela entrou em contato com uma empresa, que faz propaganda na internet e que prometia reduzir o valor da divida pela metade. Foi Dona Dalva quem acabou pagando R$ 300 pelo serviço que nunca foi prestado.

“Prometeu limpar o nome dela e não fizeram nada até hoje. Não mandaram nem notícia, não ligaram. Falou que iam chegar uns papeis pelo correio, que iam ligar aqui e os papeis iam chegar em três dias. Até hoje nada”, lamenta a aposentada.

Quem está com o nome sujo precisa primeiro fazer o levantamento das dívidas e deve tentar fazer um acordo com o credor. O SCPC, por exemplo, oferece até um serviço on-line, onde o cliente pode checar as dívidas e já tentar um acordo com o credor.

Mas antes de negociar, é preciso fazer a lição de casa. “Um dos erros mais comuns das pessoas é procurar o credor para fazer acordo sem antes sentar com a família em casa e fazer a conta de quanto a família tem efetivamente sobrando por mês para assumir o pagamento de parcelas de uma negociação”, explica Fernando Consenza, diretor de inovação da Boa Vista.

A Serasa e a Boa Vista, cada uma das entidades, vão fazer, a partir de segunda-feira, os primeiros mutirões online para limpar o nome. 

Pelo Código de Defesa do Consumidor, quem renegociar a dívida já pode tirar o nome do cadastro de inadimplentes. Isso porque a pessoa continua a ser devedora, mas deixa de ser inadimplente.

Fonte: G1 Bom dia Brasil

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