Cliente vai poder checar sua dívida em site do Banco Central

Os clientes bancários poderão consultar pela internet todas as informações que constam sobre eles na central de risco do Banco Central.

Hoje, o sistema registra informações sobre todas as pessoas que têm dívidas totais acima de R$ 1.000 com instituições financeiras. Identifica o valor, os credores e a parcela que está em dia e a que está em atraso.

A ideia, segundo Fernando Pereira Dutra, chefe do Departamento de Atendimento Institucional do BC, é que a consulta esteja liberada a partir do fim do primeiro semestre do ano que vem.

O BC finaliza o desenvolvimento do sistema que garantirá segurança na transferência dos dados.

Segundo Dutra, cerca de 35 mil clientes foram a uma das unidades da instituição solicitar esses dados no ano passado.

A outra alternativa disponível atualmente para quem não pode ir pessoalmente ao BC é mandar uma correspondência com firma reconhecida e cópia autenticada de documentos, como carteira de identidade e CPF.

Com o novo canal que será criado na própria página do BC, essas informações poderão ser acessadas rapidamente e sem burocracia.

“A sociedade está descobrindo a utilidade dessas informações para o cidadão. Elas ajudam no próprio exercício de tomar crédito de forma consciente”, diz Dutra.

Segundo ele, por ser uma fotografia do endividamento pessoal no momento, as informações da central de risco podem auxiliar os clientes a negociar melhores condições de crédito com o comércio. Os lojistas não têm acesso ao sistema do BC.

“É uma informação que se somará aos dados do cadastro positivo”, diz o técnico do BC. Segundo ele, enquanto a central mostra o estoque das dívidas, o cadastro fornece ao comércio de uma forma geral o histórico de pagamento dos consumidores.

Fonte: Folha de São Paulo

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Entidades criticam a falta de clareza do cadastro positivo

Com duas semanas em funcionamento, o chamado cadastro positivo – banco de dados que reúne o histórico dos pagamentos feitos em dia por consumidores, como empréstimos, crediários e até contas como água e luz – ainda é alvo de críticas de instituições de defesa do consumidor. Na avaliação da Proteste e do Procon-SP, o principal problema é a falta de clareza quanto ao compartilhamento das informações de pagamentos, que precisam ser autorizadas pelos consumidores.

“O consumidor não tem a dimensão dessa autorização. Quando permite o compartilhamento, não sabe que suas informações vão para uma infinidade de setores. Isso deveria estar mais claro”, diz Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Proteste. Na prática, ressalta Dolci, ao assinar a ficha de adesão ao cadastro, o consumidor permite que suas informações sejam transmitidas a todo tipo de empresa, como de energia, telefonia, varejo, cartão de crédito e supermercado. E, com os dados, elas conhecem o perfil de consumo das pessoas e podem, por exemplo, contatá-las para oferecer produtos e serviços.

Leonardo Soares, da Boa Vista Serviços, uma das empresas que fazem a gestão do banco de dados, alimentado por instituições financeiras e lojas, por exemplo, diz que as regras de compartilhamento estão previstas no Decreto nº 7.829, que regulamenta o cadastro positivo, elaborado pelo CMN (Conselho Monetário Nacional).

Ele afirma que os consumidores podem escolher quais instituições financeiras e lojas podem ter acesso às informações. E ressalta que tudo depende da autorização do participante. “Nenhuma informação pode ir para um banco de dados sem que ele tenha autorizado”. Feita a autorização, diz Soares, o consumidor ainda tem opção de permitir ou não o compartilhamento de suas informações entre os gestores.

A Serasa Experian, que também faz a gestão do cadastro, diz que os dados que entram na lista não serão tão detalhados. A companhia afirma que a lista não discrimina quais produtos ou serviços foram consumidos. Em relação a um financiamento de carro, exemplifica a empresa, o banco de dados exibe o valor da compra, o valor das parcelas, as datas de vencimento e os pagamentos realizados, além dos dados de identificação do consumidor (nome e CPF), mas não o modelo do carro, a cor do veículo ou a placa.

O vazamento de informações ou a invasão de bancos de dados também são preocupações apontadas pelas instituições de defesa do consumidor. Quanto a isso, Bruno Lozi, gerente de produtos do SPC Brasil, que também faz a gestão do cadastro, diz que o risco é “parte inerente ao negócio”.

Ele afirma, no entanto, que os gestores de dados já têm recursos para proteger essas informações. “Usamos as mesmas regras de segurança já adotadas com o cadastro negativo (de consumidores com dívida em atraso), que lida com informações ainda mais sensíveis do que o cadastro positivo.”

Lozi diz que embora o cadastro de bons pagadores seja uma novidade, o risco em relação a vazamento e invasão já começa minimizado porque as empresas gestoras já têm recurso para proteger esses dados, que vem do trabalho desenvolvido com o cadastro negativo. Soares complementa: “Existe todo um procedimento de envio e recebimento de informações, com um nível de segurança bastante alto, seguindo todos os protocolos exigidos”.

Fiscalização do uso dos dados dos clientes ficará a cargo dos Procons

Os bancos e as varejistas poderão consultar os dados dos clientes cadastrados apenas quando o cliente comprar um produto ou solicitar um crédito. A consulta indevida feita por esses estabelecimentos também faz parte das ressalvas ao cadastro positivo listadas pelos órgãos de defesa do consumidor.

Bruzo Lozi, do SPC, diz que todas as empresas cadastradas nos bancos de dados dos gestores assinam um termo em que se responsabilizam ao fazer uma consulta no CPF do consumidor mediante transação comercial. Além disso, diz Lozi, o próprio consumidor poderá fiscalizar esse tipo de consulta.

Renan Ferraciolli, assessor-chefe do Procon-SP, diz que os Procons serão os responsáveis tanto pela fiscalização da atuação dos gestores quanto pela aplicação de penalidades, que podem ser desde multas – de até R$ 7 milhões – até suspensão temporária da atividade das empresas.

Os órgãos vão atuar de duas formas: recebendo as denúncias dos consumidores e fiscalizando espontaneamente a atividade dos gestores – verificando, por exemplo, se o formulário para inscrição no cadastro está de acordo com a lei.

“Já estamos monitorando o que vem sendo feito pelos gestores de banco de dados: as informações que estão sendo divulgadas; o modelo de autorização que está sendo colocado à disposição dos consumidores”, explica Renan Ferraciolli.

Fonte: Jornal do Comércio – RS

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Cadastro Positivo: Não perca tempo!

Por: Marcos Silvestre

Made in USA. Tenho um irmão que vive nos Estados Unidos da América há mais de 10 anos. Ele já tem dois filhos nascidos nos EUA e tornou-se, juntamente com minha cunhada, cidadão americano há uns três anos. Através deles acompanho muito do que acontece com a classe média americana e, devo confessar, na maior parte das coisas que enxergo, sinto uma certa “inveja santa” dos classe média de lá.

Inveja por quê? Não é para menos: meu irmão e sua família moram em uma casa que é o dobro da minha, mas lhes custou apenas metade do valor. E não tem muros, porque a criminalidade é baixíssima. Eles têm bons carros na garagem, eu também, mas pagaram menos da metade do que paguei pelos meus. Além de economizar no seguro, que é muito baixo, e na manutenção, bem mais barata. Seus filhos frequentam uma excelente escola pública da região, e até o transporte escolar é gratuito.

Parou por quê? Tem muito mais, que, comparando, me faz enxergar o quanto a classe média americana ainda vive em condições bem mais favoráveis que a brasileira. Mas, felizmente, há coisas que vão mudando, evoluindo aos poucos. Em um e outro aspecto a diferença vai ficando menor. Vejamos essa questão do cadastro positivo para tomadores de crédito, por exemplo: lá é prática antiga, que há várias décadas tem beneficiado bons pagadores americanos com taxas de juros muito mais baixas.

À vista não! Quando chegou aos EUA no início da década passada, meu irmão tinha dinheiro para comprar dois carros à vista, e até mesmo uma casa, pois havia se desfeito de suas propriedades no Brasil. Mas, ao invés disso, decidiu estrategicamente comprar tudo à prazo para poder fazer “credit score”, ou seja, formar um cadastro positivo. Começou financiando carros e eletrodomésticos, pagou tudo em dia, acumulou boa pontuação e, lá na frente, conseguiu financiar uma casa grande com juros ínfimos.

Aqui também! Agora já temos cadastro positivo no Brasil, um banco de dados com informações sobre pagamento de compras efetuadas e empréstimos tomados. Funciona como uma ficha corrida da vida financeira do tomador de crédito: bom comportamento significará juros bem mais baixos no próximo negócio. E aí, você está entre os que pagam direitinho? Acesse já o site das empresas que prestam o serviço no Brasil (Serasa / Boa Vista SCPC / SPC Brasil) e faça seu cadastro gratuito. Padrão americano!

Fonte: Coluna Na ponta do lápis – Jornal Metro

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Dúvidas sobre cadastro positivo

O consumidor ainda tem dúvidas sobre como aproveitar os benefícios do Cadastro Positivo — banco de dados que promete fazer com que bons pagadores obtenham no sistema financeiro taxa de juros mais baixas.

Desde o início do mês, as informações do cadastro começaram a ser compartilhadas entre bancos e serviços de proteção ao crédito. Para comerciantes e instituições bancárias, esse mecanismo vai valorizar quem tem o hábito de manter as contas em dia. Mas os órgãos de defesa do consumidor receiam que o consumidor esteja desamparado, e temem pela falta de regras claras sobre os benefícios desse nova legislação.

Ione Amorim, economista do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), desaconselha a adesão imediata ao Cadastro Positivo. “O cliente só deve aceitar a inclusão de seu nome se o documento para a adesão não fizer parte da operação de crédito ou financiamento”, adverte. A advogada Maria Elisa Novais orienta que a cláusula de autorização tem que ser específica. “Não pode ser dentro do contrato. A cláusula deve entrar apartada, abaixo da assinatura”, destaca.

Uma das lacunas do cadastro, segundo Maria Elisa, é a impossibilidade de o consumidor medir quantos pontos conseguiu, por ser bom pagador, ou o que deve fazer para subir no ranking. O advogado Roberto Vianna, do escritório Bastos & Pinheiro, salienta que há dúvidas sobre a expectativa de redução das taxas de juros para os que habitualmente honram seus compromissos.

Regulamentação

“E quem não tem costume de comprar parcelado? Não vai gozar dos benefícios? Se for discriminado, vai ter que entrar com processo na Justiça contra um ato difícil de provar. Enfim, tende a ficar de mãos atadas”, questionou Vianna. Sem uma boa regulamentação, acredita, o Cadastro Positivo pode ser uma faca de dois gumes. O consumidor pode ser pressionado a transferir suas informações, sob pena de não ter desconto nas taxas de juros.

Fonte: Correio Braziliense

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Lista de bom pagador começa a ser feita

Os bancos brasileiros começaram a alimentar o chamado Cadastro Positivo, banco de dados que vai reunir o histórico dos pagamentos feitos em dia por consumidores –como empréstimos, crediários e até contas de consumo, como água e luz.

A perspectiva é que esse cadastro ajude os bons pagadores a conseguir juros menores em compras e financiamentos. A implementação segue cronograma do CMN (Conselho Monetário Nacional), que regulamenta o sistema, criado em 2011. Administradoras de consórcio conseguiram prorrogar o prazo para começar a enviar os dados para junho de 2014.

Na prática, porém, ainda vai levar algum tempo para que o instrumento possa beneficiar os consumidores.

De acordo com Ricardo Loureiro, presidente da Serasa Experian, uma das empresas de informações financeiras que vão operar o novo cadastro, deve levar seis meses para que seja possível produzir avaliações sobre o perfil de crédito dos clientes.

“É preciso ter uma base de dados relativamente grande”, disse Loureiro. “Cerca de 1 milhão de consumidores já autorizaram a abertura do cadastro na Serasa, o que é um número pequeno.”

Para Dorival Dourado, presidente da Boa Vista, outra empresa de informações financeiras que vai operar o banco de dados, são necessários cerca de três anos para que benefícios sejam percebidos – mesmo horizonte previsto pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos).

O consumidor que quiser autorizar sua inclusão no cadastro pode procurar tanto a instituição financeira na qual tem conta quanto as empresas gestoras de banco de dados como Serasa Experian, Boa Vista e SPC Brasil.

Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Proteste, associação de defesa do consumidor, porém, afirma que ainda não há clareza sobre as regras de compartilhamento das informações.

“O consumidor não tem segurança sobre se seus dados serão vendidos a empresas interessadas, por exemplo.”

Fonte: Folha de São Paulo

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