Cuidado com o golpe do falso boleto

IPVA, IPTU, matrícula da escola dos filhos. Todo começo de ano é assim. Muitas faturas, carnês e boletos. Época propícia também para ataque de golpistas, que apostam na confusão que a montanha de cobranças faz na mesa do pequeno empresário e intensificam o envio das tais anuidades ou mensalidades fantasmas. O golpe do boleto falso não é novo, mas mesmo assim ainda faz vítimas. Empreendedores Individuais (EIs), micro e pequenas empresas abertas recentemente são alvo preferencial dos estelionatários. Os golpistas contam com a falta de informação ou dúvidas dos empreendedores sobre os muitos tributos, taxas ou contribuições a que estão sujeitos.

A mecânica do golpe é simples: um boleto falso é enviado via Correios ou e-mail à empresa com um nome parecido ao de uma entidade ligada ao negócio. É uma forma de induzir ao erro. Com receio de ficar com alguma pendência, o empresário acaba pagando. Quem abriu negócio há pouco tempo está mais sujeito a cair na cilada por falta de experiência para identificar a falcatrua.

Como em muitos casos a armadilha funciona, o crime está espalhado por todo o país. Os golpistas se valem do acesso a cadastros de empresas que são vendidos irregularmente. Quem tem dados corporativos e deveria garantir a segurança deles, evitando a divulgação sem autorização, não o faz e, com isso, alimenta as quadrilhas.

Outra irregularidade encontrada se refere a um boleto enviado por uma entidade que até existe de verdade. Trata-se de um convite para, mediante um valor, filiação a uma associação. Porém, a informação de que o pagamento é facultativo não vem clara. No mínimo, é um caso de má-fé, igualmente reprovável.

A melhor maneira de o empresário se proteger é estar atento. Ele precisa verificar quais são os pagamentos obrigatórios e previstos em lei. Sempre que chegar uma cobrança, a primeira medida é certificar-se se o pagamento realmente é devido e buscar ajuda caso tenha dúvida. O contador pode auxiliar nessa tarefa. O Sebrae também pode orientá-lo.

Quem receber um boleto falso tem a possibilidade de procurar as autoridades para que os golpistas sejam punidos.

Em qualquer situação, informação é vital para não ser lesado. O golpe morrerá com o combate aos responsáveis e quando não houver quem o sustente. Muita atenção!

Fonte: Jornal Metro

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Como enfrentar a greve dos bancos e dos Correios

Com a greve dos bancos e dos Correios, os consumidores devem ficar atentos com as datas de vencimento das contas e encargos. Para evitar a cobrança de juros e multas, a Prosteste Associação Brasileira de Defesa do Consumidor aconselha a entrar em contato com a empresa e negociar outra forma para fazer o pagamento (por exemplo, emissão de segunda via por meio do site da empresa, depósito em conta, ou envio de fatura por fax ou e-mail). Se não disponibilizar essas formas alternativas para pagar a empresa deve prorrogar o vencimento da conta.

A Prosteste lembra que o não recebimento da conta na data não isenta da cobrança de multa se o pagamento for feito fora do prazo, já que a greve não é culpa da empresa. Por isso, não se deve esperar o vencimento do boleto e, posteriormente, justificar a falta de pagamento com base na greve. Confira algumas dicas da Proteste e Procon-SP:

- Entre em contato com a empresa e peça outra alternativa de pagamento seja pela internet, casa lotérica, depósito. Algumas empresas podem postergar a data de vencimento e enviarem segunda via a seus clientes.

- O consumidor deve entrar em contato com a empresa e ver as possibilidades de pagamento além do banco, se não houver outro meio pode ser negociado o adiamento do vencimento.

- Ao entrar em contato com a empresa, pegue o protocolo ou até mesmo a gravação daquela ligação. Isto porque, caso o fornecedor não ofereça alternativa para o pagamento, o consumidor poderá comprovar que houve boa-fé de sua parte na procura de opções para quitar sua dívida, não podendo, desta forma, incidir juros ou multa sobre a sua fatura.

- Quem ficar esperando as greves acabarem para pôr suas contas em dia poderá ter que arcar com juros de mora e multa pelo atraso no pagamento da fatura. O consumidor corre o risco, inclusive, de ter seu nome incluído no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) como devedor.

- O consumidor que contratar serviços dos Correios, como a entrega de encomendas e documentos, e estes não foram prestados, tem direito a ressarcimento ou abatimento do valor pago. Nos casos de danos morais ou materiais pela falta da prestação do serviço, cabe tambéma indenização por meio da Justiça.

- Em casos de ter adquirido produtos de empresas que fazem a entrega pelos Correios, essas são responsáveis por encontrar outra forma para que os produtos sejam entregues ao consumidor no prazo contratado.

- Empresas que enviam cobrança por correspondência postal são obrigadas a oferecer outra forma de pagamento que seja viável ao consumidor, como internet, fax, sede da empresa, depósito bancário, entre outras. Essas alternativas devem, ainda, serem divulgadas amplamente.

Fonte: Agência Globo

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Greves dos Correios e bancários podem dificultar pagamento de contas

Os usuários podem ter dificuldade para recebimento e pagamento de contas em razão da greve nacional dos trabalhadores dos Correios e dos bancos. Com paralisação iniciada em 19/09/2012, o Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos do Rio Grande do Sul (Sintect-RS) estima que 70% dos 7,5 mil trabalhadores do Estado deixem de trabalhar até que uma nova proposta seja feita à categoria. No País, conforme a Federação dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos (Fentect), mais de 84% dos trabalhadores já aderiram à paralisação. 

Os grevistas querem reajuste de 43,7% nos vencimentos, no entanto a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) oferece 5,2%. Os servidores dos Correios também querem a contratação de 30 mil novos profissionais. Segundo eles, esse é o número de efetivo que falta para a ECT. O salário-base inicial de carteiros, atendentes comerciais e operadores de triagem e transbordo é de R$ 942. 

Conforme o Sintect-RS, a paralisação deve causar prejuízo na triagem, recolhimento e entrega de cartas e encomendas, além de restrição no serviços de Sedex. De acordo com os Correios, para garantir os serviços à população haverá realocação de empregados das áreas administrativas, contratação de trabalhadores temporários, realização de horas extras e mutirões para triagem e entrega de cartas e encomendas nos finais de semana. 

Em nota oficial, a estatal esclarece que “é oferecido vale-transporte, assistência médica, hospitalar e odontológica para empregados e seus dependentes (inclusive na aposentadoria) e adicionais de atividade. Nos últimos nove anos os trabalhadores da ECT tiveram até 138% de reajuste salarial, sendo 35% de aumento real”. Também no comunicado, a entidade explica que a solicitação do sindicato extrapola a receita dos Correios, que é de R$ 15 bilhões para este ano, enquanto que se fosse concedido o aumento pedido haveria prejuízo, já que a verba necessária seria de R$ 25 bilhões.

O secretário geral do Sintect, Vicente Guindani, argumenta que a greve é a única forma de pressionar o governo para aumentar a qualidade do trabalho para os servidores e a sociedade. “Manteremos os 30%, conforme estabelece a lei, mas não temos previsão para acabar com a paralisação, já que o governo não acena com nova proposta”, afirma.

Paralisação dos bancários também prejudica acesso a serviços

Com a greve por tempo indeterminado dos trabalhadores dos Correios, deve haver dificuldades para pagar contas, já que os boletos podem demorar para chegar e é necessário paciência na hora de liquidar as dívidas. Além disso, o consumidor tem mais um agravante para se preocupar: a paralisação dos bancários, iniciada em 18/09/2012. Diante desta situação, alguns serviços ficam suspensos, como solicitação de empréstimos, transferências entre agências diferentes, saques de valores altos e pagamentos de contas acima de R$ 5 mil. 

No entanto, conforme alerta o diretor do Procon-RS, Cristiano Aquino, mesmo com o impasse, não há modificação no vencimento dos débitos. “A greve não isenta nenhum pagamento, no entanto, as instituições financeiras devem oferecer alternativas ao atendimento presencial e dar publicidade a elas”, explicou. Segundo o Procon-RS, caso o fornecedor não indique outro local de pagamento, o consumidor deve documentar a tentativa de quitar o débito e pode registrar uma reclamação junto ao órgão. 

A diretora executiva do Procon de Porto Alegre, Flávia do Canto Pereira, acrescenta: “Os consumidores devem ainda observar a data de pagamento das faturas, tomando conhecimento sobre o vencimento das mesmas. A falta de pagamento das obrigações bancárias acarretará em multa pela não quitação”. 

A Federação Brasileira dos Bancos (Fenaban) lembra que os consumidores podem realizar suas operações em caixas eletrônicos e em correspondentes como casas lotéricas e redes de supermercados. Outra opção é fazer as transações por meio da internet e telefone.

De acordo com Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e região Metropolitana (SindBancários), no primeiro dia da greve nacional mais de 65% dos bancos paralisaram as atividades. Pelo menos 237 das 359 agências da região aderiram à paralisação. Em Porto Alegre, 120 agências pararam totalmente e outras tiveram funcionamento parcial. Já segundo à Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), 5.132 agências e centros administrativos de bancos públicos e privados em 26 estados ficaram fechados.

O diretor do SindBancários, Vitor Luiz da Silva Moreira, esclarece que a categoria não aceitou o reajuste de 6%, com ganho real de 0,6%, oferecido pelas instituições. Ele conta que a reivindicação é por reajuste salarial de 10,25%, com aumento real de 5%, piso de R$ 2.416,38, plano de carreira para todos os bancários, fim das metas abusivas e do assédio moral. Os bancários pedem ainda participação nos lucros e resultados de três salários mais R$ 4.961,25 fixos e elevação para R$ 622,00 o valor do auxílio-refeição, da cesta-alimentação e do auxílio-creche/babá. “Exigimos também investimento em segurança”, destacou Moreira.

Fonte: Correio do Povo

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Custo x Benefício: Você utiliza os melhores canais para cobrança?

Por: Érica Missão

Atualmente existem vários canais sendo utilizados no mercado para contatar o cliente inadimplente. Mas qual apresenta o melhor custo x benefício? Há várias respostas para essa pergunta, pois cada nicho de clientes apresenta um comportamento diferente mediante a cada canal de contato.

As características que influenciam na resposta de cada canal são a faixa de atraso (aging), produto e/ou segmento, região e a idade do inadimplente. A faixa de atraso é o fator mais determinante nesse tema, haja vista que o próprio mercado de cobrança trata de forma distinta as faixas de atraso mais recentes, chamadas de “telecobrança” e as faixas mais antigas, chamadas de “escob”, fazendo referência as assessorias de cobrança (escritórios de cobrança), as quais são conhecidas pelo contato incisivo com o cliente quando este possui uma dívida antiga.

Geralmente, o mercado utiliza o período de 90 dias como ponto de corte para definir as faixas recentes das mais antigas e, em alguns casos, também utilizam 180 dias (6 meses), dependendo da empresa. O produto e o segmento também revelam comportamentos diferentes. No setor de telecom, por exemplo, se o cliente deve uma fatura de telefonia móvel, e o único contato que este apresenta é o mesmo número de celular devido e houve a perda da linha, certamente não será possível contatá-lo por telefone. Considerando a idade do inadimplente e supondo que seja feita uma ação específica para aposentados (acima de 65 anos), o uso de SMS para este público não apresentará bons resultados, uma vez que a grande maioria prefere ser contatado através de boleto ou carta-boleto porque não possuem muita familiaridade com esta tecnologia. Uma outra característica que deve ser analisada ao escolher o tipo de canal é a região onde o inadimplente mora, pois poderá apresentar diferenças devido às questões culturais e comportamentais.

Uma das motivações para escrever este artigo foi uma pergunta lançada na rede profissional Linkedin, no grupo do Blog Televendas e Cobrança, pelo Diretor da empresa Imaps Business Intelligence , Celedo Lopes, há aproximadamente quatro meses. A pergunta postada foi: “Na sua opinião, qual destas ações em lote dá mais resultado? Mala (Boleto), Carta, SMS, URA ou E-mail Por quê?”. As respostas foram inúmeras, e o SMS foi o canal mais votado na pesquisa, com 53% dos votos.

Para verificar qual era o melhor canal de retorno (custo x benefício) em um público específico no setor de cobrança, foi realizado um teste com quatro tipos de canais de acionamento: SMS, telefone, boleto e URA (Voice). A amostra foi colhida aleatoriamente, seguindo os critérios estatísticos para que o evento não apresentasse viés, e representasse a população de origem. Vale ressaltar que este teste se trata de um Benchmarking de mercado, não apresentando vínculo com nenhuma empresa do segmento de Cobrança.

O público analisado foi de clientes inadimplentes com duas faixas de dívidas distintas: de 3 a 6 meses e de 6 meses a um ano, no segmento de financiamento sem bens de garantia. Na primeira faixa (3 a 6 meses), o melhor custo x benefício foi observado entre aqueles clientes que receberam Voice ou SMS, apontando um retorno de R$ 1,00 a cada R$ 0,22 gastos e de R$ 1,00 a cada R$ 0,50 gastos, respectivamente. O pior resultado foi apontado pelo contato via telefone, com o qual obteve-se um retorno de R$ 1,00 a cada R$ 0,77 gastos. Em contrapartida, na faixa de atraso acima de 6 meses a 1 ano, os canais que obteveram os melhores resultados foram a boletagem e o Voice, com o ganho de R$ 1,00 a cada R$ 0,27 e R$ 0,30 aplicados, respectivamente. Os clientes que receberam contato telefônico tiveram o pior retorno, com o ganho de R$ 1,00 a cada R$ 0,66 investidos.

Após observar o retorno por aging, foi observado também o resultado por região. Em relação ao contato via SMS, o melhor custo x benefício foi obtido na região Sul, com 52% de margem. O Voiceobteve o melhor resultado entre os clientes que moram na região Centro-Oeste e Sudeste, com 86% e 80% de lucro, respectivamente. Na região Norte, a boletagem apontou o melhor resultado, com 71% de margem e, na região Nordeste, o uso de SMS apresentou 30% de margem, sendo o melhor resultado dessa região.

Contudo, é possível tirar algumas conclusões de ambos os testes mencionados acima, como a utilização da boletagem apresentar maior retorno do público com dívida mais antiga, e o Voice e o SMS apresentarem melhores resultados entre os clientes que possuem dívidas mais novas, em que oVoice tem o melhor custo x benefício.

Uma explicação para a Boletagem ter sido o canal de acionamento com o melhor retorno é o fato do endereço possuir menor variação de mudança/alteração em relação ao telefone, logo é mais fácil encontrar o cliente no endereço do que no telefone cadastrado. Quanto mais antiga é a dívida, maior é a probabilidade do número de telefone cadastrado não pertencer mais ao determinado cliente. Considerando o teste por regiões, o melhor canal de acionamento no Nordeste e no Sul foi o SMS, resultado que pode ser explicado pelo alto índice de telefonia móvel nessas regiões – cerca de 44% e 42% -, respectivamente, contra 29% na região Sudeste, segundo a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), 2009.

Fonte: Blog Televendas & Cobrança

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BC cria boleto de oferta e aprimora regras dos boletos de pagamento

Com o intuito de proteger os clientes do sistema financeiro, o Banco Central resolveu criar o boleto de oferta. Com o novo instrumento, o cidadão vai poder mais facilmente distinguir entre o pagamento de uma dívida e o de um serviço a ser eventualmente prestado. Anteriormente, com a capacidade de distinção bastante limitada, os consumidores poderiam ser levados a pagar boletos, inadvertidamente entendidos como dívidas, pois indevidamente avaliavam que o não pagamento levaria a protestos, cobranças judiciais e extrajudiciais e a inclusão de seus nomes em cadastros de restrição ao crédito.

Os novos boletos de oferta trarão como inovação a informação de que seu pagamento não é obrigatório. Ciente dessa informação, caberá ao cidadão decidir livremente se quer pagar pelo serviço oferecido por meio do boleto. Além disso, o próprio boleto explicitará que o não pagamento não implicará em protestos, cobranças judiciais ou extrajudiciais e nem na inclusão do nome do destinatário em cadastros de restrição ao crédito.

A emissão dos boletos de oferta terá que, necessariamente, ser feita por meio de convênio com instituições financeiras autorizadas a funcionar pelo Banco Central.

Por sua vez, o boleto de cobrança também evoluiu. Com as novas regras, torna-se possível disponibilizar os recursos ao recebedor no mesmo dia do pagamento pelo devedor, para valores acima de R$ 250 mil, dependendo apenas de negociação entre o cliente/credor e a instituição financeira contratada para executar a cobrança, já que agora a operação interbancária se dará obrigatoriamente no mesmo dia. Neste caso, a mudança entrará em vigor a partir de abril de 2013.

Por fim, destaca-se que outras instituições financeiras, a exemplo das corretoras e das financeiras, passam a poder emitir e cobrar diretamente os boletos de cobrança correspondentes aos serviços por elas executados. Dessa forma, amplia-se a competição no mercado financeiro.

Fonte: Banco Central

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