Inadimplente negocia melhor

As práticas e restrições impostas pelas instituições para a renegociação de dívidas estão levando muitos devedores a optarem pela inadimplência. Só como inadimplentes eles estão conseguindo negociações com reduções que valem a pena. “Aqueles que querem pagar estão optando pela inadimplência para mais tarde tentar negociar em outras bases”, diz Vera Lúcia Remedi Pereira, da Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor do Estado de São Paulo (Procon).

“Só está conseguindo renegociar aquele consumidor que deixou de pagar ou renegocia o contrato com juros menores e uma extensão nas parcelas. O Procon defende uma forma de as pessoas poderem quitar suas dívidas sem ficarem inadimplentes. Hoje os bancos oferecem descontos acentuados, de até a 80%, mas só para quem está nessa situação”.

Foi o que aconteceu com o matemático Antonio Alves – o nome é fictício – que acumula uma dívida de R$ 86.772,25 em dois bancos e que está com 84,03% do seu salário comprometido. Em 16 de agosto, Alves participou de uma audiência de conciliação com os dois bancos mediada pelo Procon. “Nenhum dos credores baixou a dívida e ele saiu sem acordo algum. A alternativa foi fazer a portabilidade do salário para outra instituição, que agora só poderá reter os 30% referentes ao empréstimo consignado. Com isso ele passa a ficar devedor e, quem sabe, os bancos aceitem renegociar em outras bases”, comenta Vera Lúcia.

Alves trabalha em uma multinacional de informática, tem 50 anos e salário líquido de R$ 14.000,00. Igual a ele – diz a assessora do Procon – existem muitos. “Há pessoas devolvendo o carro ou se tornando inadimplentes. São da classe C e D, mas muitos da classe média, com curso superior e salário de R$ 3 mil a R$ 8 mil. São professores, policiais, gente de muitas profissões. Em geral, as pessoas estão com rendimento totalmente comprometido sobrando, por exemplo, R$ 800,00 para sobreviver”, detalha.

O matemático passou a “perder o controle” de suas finanças quando comprou um imóvel e comprometeu 51,6% dos seus rendimentos em um banco. Com dificuldades, ele contraiu outro empréstimo num segundo banco, comprometendo outros 32,08% do seu salário. Hoje a dívida passa dos R$ 86 mil.

Fonte: Valor Econômico

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Cobrar sem constranger

Cobrar a dívida do consumidor e ao mesmo tempo mantê-lo como cliente. Esse pode ser um dos grandes desafios para quem trabalha no comércio e não sabe como adotar um método de cobrança eficaz sem constranger os consumidores com ameaças e comentários impróprios. Mais do que telefonar para alguém exigindo o pagamento do débito, a cobrança exige educação, compreensão, gentileza e, principalmente, disposição para negociar.

A discrição do fato está garantida no Código de Defesa do Consumidor, que estabelece que ninguém pode ser exposto à situação vexatória ao receber a cobrança de uma dívida. Segundo o artigo 42, o consumidor inadimplente não será exposto ao ridículo, nem será submetido a qualquer tipo de constrangimento ou ameaça.

Além disso, o artigo 71 do CDC diz que constitui crime contra as relações de consumo utilizar, na cobrança de dívidas, de ameaça, coação, constrangimento físico ou moral, afirmações falsas, incorretas ou enganosas. Ou ainda qualquer outro procedimento que exponha o consumidor, injustificadamente, ao ridículo ou interfira com o seu trabalho, descanso ou lazer. A pena para a infração é de três meses a um ano de detenção, além de multa.

“As empresas precisam perceber que o devedor de hoje foi um cobiçado comprador de ontem e pode muito bem voltar a ser amanhã. Portanto, é preciso tratá-lo com dignidade, com respeito e atender seus anseios neste momento difícil em que todos estão passando tanto devedores como credores”, destaca o consultor de dívidas Emanuel Gonçalves da Silva.

 - Contactar somente o devedor

Na opinião da assessora jurídica do Procon Estadual do Espírito Santo, Lorena Tardin Bellon, o erro de muitas empresas é telefonar para o local de trabalho, vizinhos ou membros da família do devedor, tornando assim as cobranças públicas.  Ela destaca que os credores têm o direito de cobrar a dívida, mas devem fazê-lo diretamente ao consumidor inadimplente.

 - Atuar com profissionalismo

Para tornar a negociação mais eficaz e rápida, a empresa BEC Cobrança conta com uma equipe capacitada de advogados. “A cobrança associada com a imagem de um advogado é levada mais a sério do que uma carta ou um telefone de um lojista”, opina Nelson Casseli. Para ele, o diferencial possibilita que a empresa atue tanto amigavelmente, como nos casos em que não há alternativa, reclamando judicialmente os direitos de seus clientes.

- Tentar acordo

Uma solução adotada pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Capinzal (SC) é disponibilizar, todas as quintas-feiras, um local para que credores e devedores tentem chegar a um acordo. O posto de conciliação reúne os interessados desde 2008, resolvendo cerca de 90% dos pedidos de acordo de débitos. O mediador da conversa é um cidadão comum, que tem bom perfil dentro da comunidade, indicado pelo juiz e treinado pelo poder judiciário. Não há limite de valores nem de tempo de existência da dívida.

- Usar técnicas de venda

Inovar com o marketing na cobrança é outra dica de Emanuel Gonçalves da Silva. “Imagine um cliente devendo para a sua empresa e você envia uma carta de parabéns pela passagem de seu aniversário, desejando-lhe muitos anos de vida, prosperidade e que a empresa confia que ele vai o mais breve possível negociar e pagar sua pendência financeira. Esta é uma carta de “cobrança” diferente em uma data significativa para qualquer pessoa”, exemplifica.

Fonte: CDL Rio Grande

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Crédito garantido por venda no cartão vira nicho disputado

Em um ano em que o consumo patina, mas os pagamentos com cartões ainda crescem a taxas robustas, o sistema financeiro aumentou a aposta em linhas de financiamento que antecipam aos lojistas o recebimento dos recursos das compras feitas com o cartão de crédito. A competição pelos recebíveis de cartão do comércio é tamanha que as taxas dessas operações têm caído desde abril, mesmo com o Banco Central elevando o juro básico da economia.

Não é sem motivo que os bancos e as empresas que fazem o credenciamento dos estabelecimentos comerciais, como Cielo e Redecard, disputam a preferência do lojistas para fazer essas operações. A força da garantia dos recebíveis de cartão, que serve de lastro para a linha de crédito, faz dela o equivalente, na pessoa jurídica, do crédito consignado (com desconto em folha de pagamento) na pessoa física. Uma segurança que fez com que os bancos colocassem a modalidade na ponta da lança para oferta de crédito ao varejo de menor porte. E que explica por que as instituições financeiras vêm se desdobrando para simplificar a tomada desse crédito pelo comércio, na tentativa de atrair novos lojistas ou de aumentar o uso da antecipação por quem já trabalha com ela.

Em junho, segundo o Banco Central, a taxa média cobrada pelos bancos na antecipação de recebíveis de cartões era de 25,5% ao ano, cerca de seis pontos percentuais abaixo do que em igual período do ano passado (31,7%). Também é um juro menor do que o cobrado em abril deste ano (30,7%) e em maio (26,3%).

Estimativas de executivos do mercado de cartões dão conta de que pouco mais de um quarto das compras feitas com cartões de crédito no segundo trimestre foram antecipadas pelos lojistas por meio dos bancos ou credenciadoras, que também podem fazer essas operações. Em números absolutos, isso significa cerca de R$ 30 bilhões antecipados no período. De abril a junho, o volume financeiro total de compras com cartão de crédito foi de R$ 123,49 bilhões, avanço de 15,3% na comparação com o mesmo período de 2012.

No segundo trimestre, só os bancos desembolsaram R$ 9,35 bilhões em antecipação de faturas de cartões de crédito, segundo dados do BC. A cifra é 43,6% maior do que a apurada em igual período de 2012. Historicamente, os bancos respondem por 30% das antecipações e as credenciadoras – Cielo, Redecard e Santander -, pela maior fatia. Na Cielo, a única credenciadora a divulgar os volumes que antecipa, a cifra do segundo trimestre foi de R$ 10,58 bilhões, valor 71,7% maior do que o do mesmo período de 2012.

O Banco do Brasil lançou há poucos meses um crédito rotativo para empresas que usa os recebíveis de cartões como garantia. Como a empresa usa o que precisa no mês, o banco acaba pagando menos imposto e o crédito fica mais barato, afirma Asclepius Ramatiz Lopes Soares, gerente executivo de micro e pequena empresa do BB.

O BB tem usado a modalidade como parte da estratégia para ampliar a antecipação entre seus clientes. Tem selecionado empresas com domicílio bancário na instituição – que mantêm a conta corrente em que recebem os créditos de compras no cartão no banco – mas que não antecipam as faturas com o BB. No segundo trimestre, o estoque dessas operações avançou 5,5% na comparação com o primeiro trimestre, afirma Soares, sem dar detalhes sobre o desembolso no período. Na média dos bancos, o avanço do estoque dessa linha foi de 5,6%, para R$ 6,54 bilhões, no mesmo intervalo.

No caso do Santander, a antecipação tem sido o atrativo para fisgar novos correntistas entre pessoas jurídicas. “Para pequenas e médias empresas, é uma forma de encontrar uma taxa de juros que não consegue em linhas de capital de giro, por exemplo”, afirma Reinaldo Assunção, superintendente executivo do banco. O banco cobra entre 1,7% e 3,5% ao mês para antecipação, e consegue as taxas mais baratas o lojista que faz antecipação de forma automática.

Só o braço de credenciamento do banco espanhol antecipou algo próximo de R$ 4,7 bilhões no primeiro semestre. Com atuação concentrada em pequenos e médios lojistas, que costumam acessar mais a linha, a instituição chega a antecipar mais de 30% dos valores que captura na parceria com a processadora GetNet. Esses valores incluem apenas o que o banco antecipa no âmbito de sua credenciadora e não crédito que concede, por exemplo, com base na projeção do que o varejo deve receber com cartão no futuro.

A Cielo, por seu lado, tem conseguido fazer com que o grande varejo também recorra às operações de antecipação de recebíveis. “Nós continuamos a crescer no varejo e aumentamos bastante a penetração no segmento de grandes contas”, afirmou o presidente da Cielo, Rômulo de Melo Dias, na teleconferência de resultados trimestrais. Entre abril e junho, a credenciadora antecipou 16% do volume que capturou com lojistas. Um ano antes, esse percentual era de 10,5%.

A Cielo entrou nas operações de antecipação de recebíveis bem depois que sua rival, a Redecard, que não divulga mais seus resultados após fechar o capital. A Redecard, historicamente, antecipa cerca de 20% dos volumes que captura. Na Cielo, crescer em antecipação de recebíveis é uma forma de compensar receitas menores em outras frentes, já que a tendência das taxas de desconto cobradas de lojistas é de queda, graças à maior competição entre credenciadoras.

Do lado dos lojistas, a demanda por esse tipo de operação também ficou mais forte. “Em um cenário em que os bancos (em especial os privados) mantêm uma política de crédito mais restritiva em jogo, a antecipação pode ser a última opção de crédito para pequenos e médios lojistas”, afirmam analistas do Credit Suisse, em relatório.

No Bradesco, a carteira de antecipação de recebíveis avançou 10,3% em 12 meses, pouco abaixo do que cresceu o estoque de operações de micro, pequenas e médias empresas do banco (11,2% na mesma comparação). Assim como o BB, o Bradesco vem tentando aumentar o número de empresas com domicílios bancários na instituição, ao mesmo tempo em que automatizou a contratação da antecipação. “É uma linha com perfil de risco muito parecido com o do consignado”, afirma José Ramos Rocha Neto, diretor de empréstimos e financiamentos.

Fonte: Valor Econômico

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STJ decidirá se a Tarifa de Abertura de Crédito é legal

 

A cobrança de Tarifa de Abertura de Crédito (TAC) e de Tarifa de Emissão de Carnês (TEC) – que podem variar de R$ 700 a R$ 5 mil para quem contrata financiamento e realiza pagamento via boleto bancário – vai a julgamento no Superior Tribunal de Justiça (STJ) em 28/08/2013. Essas tarifas são questionadas por entidades de defesa do consumidor que as consideram sua cobrança uma prática abusiva dos bancos.

- A pesquisa para formação de cadastro é um procedimento indissociável de qualquer operação de crédito e de interesse exclusivo dos bancos. Não há portanto, qualquer serviço prestado ao consumidor, que já remunera estas despesas através das taxas de juros. Admitir esta cobrança significa validar o modelo de negócio distorcido e ao mesmo tempo desestimulando a redução do custo do crédito à população brasileira – diz o diretor executivo do Procon-SP, Paulo Arthur Góes.

O Procon-SP participará do julgamento como amicus curiae (parte interessada e importante para auxiliar o tribunal), com o objetivo de que a decisão – que será válida para todos os 285 mil processos que discutem a matéria no país – seja favorável ao consumidor. As ações que aguardam a definição sobre a legalidade dessas cobranças envolvem aproximadamente R$ 533 milhões. Em maio, a ministra do STJ Isabel Gallotti determinou a suspensão imediata do trâmite de todos as ações relacionadas ao assunto até o julgamento de 28/08/2013.

BC é contrário às taxas

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) também considera que ambas as cobranças são um custo inerente à concessão do crédito e não se referem à prestação de um serviço.

- Em decisões recentes, o STJ tem se posicionado favoravelmente à cobrança de TAC e TEC nos casos em que está prevista em contrato. Existe a possibilidade de mudança desse posicionamento desfavorável. A abusividade dessas taxas já foi reconhecida pelo próprio Banco Central (BC), que proíbe a cobrança desde 2008. Portanto, qualquer decisão pelo STJ que não reconheça essa ilegalidade será um contrassenso – diz Mariana Alves Tornero, advogada do Idec.

Fonte: O Globo

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Recupere o crédito com planejamento e renegociação de dívida

Há algum tempo, José não dorme tranquilo. Ele não está dando conta de pagar as dívidas que contraiu quando ficou desempregado.

Descobriu, do jeito mais difícil, como faz falta não ter uma reserva financeira para enfrentar imprevistos.

Não controlou as despesas, e o resultado não poderia ser outro: pagou somente a parcela mínima do cartão de crédito, entrou no cheque especial e atrasou o financiamento do carro.

Como o novo emprego demorou mais do que ele esperava, tomou empréstimo no banco e acumulou dívidas de sete vezes o seu salário.

Seu irmão percebeu mudanças no seu comportamento e puxou conversa para saber o que estava acontecendo e como podia ajudar.

Quando se inteirou do problema, ajudou José a organizar as informações e apurar o saldo devedor em cada instituição financeira e os juros de cada operação.

Tratou de acalmar o irmão orientando os próximos passos: renegociar a dívida com os credores. Eles, parte interessada, teriam de ajudar José a resolver o problema.

Como? Aumentando o prazo de pagamento e diminuindo os juros cobrados. 

José, por sua vez, organizou muito bem o controle de seu fluxo de caixa para definir o limite que seu orçamento comporta. Ele passou a se sentir preparado para essa negociação com os credores depois que entendeu que eles têm todo o interesse de ajudá-lo a encontrar uma saída: melhor receber menos do que nada!

Dados do Banco Central demonstram que existem muitos Josés e Marias que renegociam os débitos vencidos e conseguem reduzir os juros.

O montante de créditos renegociados por pessoas físicas foi de R$ 21,76 bilhões em junho, com avanço de 17,6% no acumulado em 12 meses, superando o crescimento de novos créditos concedidos nesse segmento.

O nível de inadimplência preocupa os bancos e as autoridades. Conforme estatística do Banco Central, em junho deste ano cerca de 25% das operações de crédito renegociadas estão com atraso superior a 90 dias.

No meu entendimento, esse elevado índice de reincidência no calote se deve à falta de planejamento financeiro. Não adianta renegociar a dívida, conseguir mais prazo e menos juros se o orçamento do devedor não for ajustado para acomodar esse compromisso.

VALE A PENA 

Muita gente está deixando o problema se agravar antes de chamar o credor para uma boa conversa.

O estoque de dívidas de pessoas físicas não pagas há mais de 90 dias ultrapassa R$ 57 bilhões, deixando claro o potencial para renegociações.

Na maioria dos casos, vale muito a pena renegociar. Em junho, o prazo médio das dívidas renegociadas aumentou de 28,7 meses, no ano anterior, para 34,8 meses.

A taxa de juros registrou queda significativa. Há dois anos, a taxa média das operações de renegociação era de 61,6% ao ano. Em junho deste ano, de 36,6% ao ano.

Se você tem dívida para renegociar, se prepare para oferecer um pagamento equivalente a no mínimo o valor da primeira prestação, o que demonstra o seu comprometimento com a solução do problema.

“Dar um tempo” para a retomada dos pagamentos é um benefício que as instituições financeiras estão deixando de negociar.

Oferecer garantia real, um carro, por exemplo, é uma condição que certamente contribuirá ainda mais para a redução dos juros da operação.

A garantia diminui o risco da instituição financeira, que agora tem um bem para executar em caso de calote. Risco menor, juros mais baixos: é assim que funciona.

PREVENÇÃO 

Seja previdente e não espere o problema se agravar. Se você está utilizando praticamente todo o limite do cheque especial ou parte dele por mais de 30 dias, agende uma reunião com seu credor para trocar a modalidade de crédito por outra mais barata.

Se você não fizer isso espontaneamente, há grande chance de o seu credor tomar essa iniciativa diante do sinal de inadimplência à vista!

PAGUE À VISTA 

Analise com carinho a possibilidade de vender algum bem e fazer caixa para quitar a dívida atrasada de uma vez só. O desconto que as instituições financeiras estão dispostas a dar nesses casos é muito generoso e pode variar de 60% a 90% do valor da dívida.

ESTRATÉGIA 

Você gostaria de começar de novo e resolver seu problema de uma vez por todas? Vender o carro é uma estratégia que não costuma falhar.

Além de gerar caixa para quitar ou reduzir suas dívidas, sua despesa mensal vai cair bastante, abrindo espaço para um novo planejamento financeiro.

Se você ainda não calculou quanto custa manter o seu carro, incluindo na conta as despesas anuais de IPVA (imposto), seguro e manutenção, calcule. Passar alguns meses sem carro pode ser a luz no fim do túnel que você procura.

MARCIA DESSEN, Certified Financial Planner, é sócia do BMI (Brazilian Management Institute), professora convidada da Fundação Dom Cabral e diretora do Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros. É autora do livro “Cuide Bem do seu Dinheiro” (Editora Pearson, 2013). 

Fonte: Folha de São Paulo

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