Novo golpe oferece solução pela internet para limpar nome sujo

Um novo golpe na praça atinge quem tenta limpar o nome sujo. As ofertas estão na internet. Quem já está devendo, acaba ficando em uma situação pior ainda.

O desespero para quem está com o nome sujo é grande, mas para sair dessa situação não tem milagre: só renegociando a dívida com o credor. Se alguém apresentar uma solução diferente, fuja, pode ser um golpe.

Desemprego ou descontrole financeiro. Essas são as principais explicações de quem acaba atrasando os pagamentos até entrar no cadastro de inadimplentes. “A gente tenta ir em um lugar para comprar as coisas e é desagradável, a gente passa mico, todo mundo fica olhando. Acho que a gente tem que ter na verdade o nome da gente limpo”, diz a doméstica Luzinete Alves.

“Não compra mais nada. A crédito mais nada em lugar nenhum do mundo”, afirma Nivaldo da Cruz.

Para limpar o nome, é preciso pagar ou renegociar a dívida com o credor, mas alguns espertinhos prometem tirar o nome do devedor da lista de inadimplentes sem que ele pague o que deve. Não existe solução mágica e isso é golpe.

“A melhor forma do consumidor se proteger é estar sempre atento e desconfiar de ofertas que prometem milagres, que prometem resolver a dívida de uma forma instantânea e sem a necessidade de pagamento efetivamente do valor que ele sabe que ele deve”, afirma Vander Nagata, superintendente de informações sobre consumidores da Serasa Experian.

Na internet, é fácil encontrar quem ofereça ajuda para limpar o nome. Cobram taxas para fazer serviços que muitas vezes são gratuitos, como consultas de CPF.

Dalva Rodrigues Garcia caiu em um golpe caro. A filha dela entrou em contato com uma empresa, que faz propaganda na internet e que prometia reduzir o valor da divida pela metade. Foi Dona Dalva quem acabou pagando R$ 300 pelo serviço que nunca foi prestado.

“Prometeu limpar o nome dela e não fizeram nada até hoje. Não mandaram nem notícia, não ligaram. Falou que iam chegar uns papeis pelo correio, que iam ligar aqui e os papeis iam chegar em três dias. Até hoje nada”, lamenta a aposentada.

Quem está com o nome sujo precisa primeiro fazer o levantamento das dívidas e deve tentar fazer um acordo com o credor. O SCPC, por exemplo, oferece até um serviço on-line, onde o cliente pode checar as dívidas e já tentar um acordo com o credor.

Mas antes de negociar, é preciso fazer a lição de casa. “Um dos erros mais comuns das pessoas é procurar o credor para fazer acordo sem antes sentar com a família em casa e fazer a conta de quanto a família tem efetivamente sobrando por mês para assumir o pagamento de parcelas de uma negociação”, explica Fernando Consenza, diretor de inovação da Boa Vista.

A Serasa e a Boa Vista, cada uma das entidades, vão fazer, a partir de segunda-feira, os primeiros mutirões online para limpar o nome. 

Pelo Código de Defesa do Consumidor, quem renegociar a dívida já pode tirar o nome do cadastro de inadimplentes. Isso porque a pessoa continua a ser devedora, mas deixa de ser inadimplente.

Fonte: G1 Bom dia Brasil

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Mutirões permitem que consumidor negocie dívidas pela internet com desconto

Consumidores com dívidas vão poder negociar seus débitos pela internet. A Serasa Experian a e Boa Vista Serviços (administradora do Serviço Central de Proteção ao Crédito) lançaram nesta quarta-feira (9) serviços que permitem a realização de acordos online.

O serviço da Serasa Experian vai permitir esses acordos por uma semana (começa à zero hora da próxima segunda, dia 14, e vai até o dia 20). O sistema atende de graça clientes do país inteiro.

O site Feirão Limpa Nome Online vai funcionar 24 horas por dia. Algumas empresas, no entanto, podem ter horários específicos para atender a dúvidas dos clientes. Para participar, é preciso preencher um cadastro no site.

Após isso, o consumidor será levado a uma página onde estarão relacionadas todas as empresas participantes (estão no menu lateral).

Ao escolher e clicar no nome da empresa, surgirá uma página apresentando as dívidas pendentes do consumidor. A partir daí, o consumidor pode entrar em contato para negociar diretamente com as empresas, sem intermediários.

São informados possíveis descontos na dívida, com condições de pagamento diferenciadas. Em alguns casos, é possível até mesmo que o boleto já esteja disponível, a partir de uma proposta feita pela própria empresa, diz a Serasa Experian.

Assim, é possível escolher quais condições e formas de pagamento melhor se encaixam no orçamento.

Entre as empresas participantes, estão lojas, bancos e instituições financeiras, distribuidoras de energia, cartões de crédito e instituições de ensino.

Programa da Serasa faz parte de projeto permanente

Segundo a Serasa Experian, o Feirão Limpa Nome Online faz parte do Limpa Nome Online, serviço gratuito e aberto para os cidadãos em tempo integral. Lançado no ano passado, o Limpa Nome Online conta com a participação de cerca de 60 empresas de diferentes setores.

Assim, caso o consumidor não possua débito em aberto com nenhuma das empresas participantes do Feirão, ele ainda pode verificar a existência de pendências com as outras companhias participantes do Limpa Nome Online e igualmente negociar suas dívidas.

O procedimento é o mesmo do mutirão: entrar no site e se cadastrar. Segundo a Serasa, o índice de sucesso nas negociações chega a 80%.

Boa Vista faz negociação por dois meses

O “Mutirão Online Acertando suas Contas”, da Boa Vista Serviços (administradora do SCPC), vai de 14 de outubro até 14 de dezembro.

Para participar, o consumidor deverá acessar o site do serviço, fazer seu cadastro e consultar o seu CPF. Se houver dívidas registradas no nome do consumidor, ele terá acesso a propostas exclusivas para a renegociação.

O objetivo da Boa Vista, que já promove feirões de renegociação de forma presencial, é aumentar o alcance dessas ações.

“O Mutirão Online Acertando suas Contas alcançará um número ainda maior de consumidores, principalmente em regiões em que os mutirões presenciais ainda não chegaram”, diz Dorival Dourado, presidente da empresa.

O mutirão pela internet vai reunir empresas de diversos setores da economia, como telecomunicações, utilidades domésticas, bancos, varejo e indústria. As renegociações são feitas caso a caso.

Fonte: UOL Economia 

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Caixa tenta reduzir atrasos no Minha Casa

A Caixa Econômica Federal estuda como ajustar os modelos estatísticos de concessão de crédito imobiliário no âmbito do Minha Casa, Minha Vida – o programa habitacional do governo federal – para diminuir a inadimplência dessas operações. As possíveis mudanças incluem uma maior rigidez na seleção de tomadores e um aumento na exigência do pagamento de uma entrada para esses empréstimos, afirma o diretor executivo de habitação do banco público, Teotonio Rezende.

Quando calcula a inadimplência no Minha Casa, Minha Vida, a Caixa considera apenas as faixas 2 e 3 do programa, cuja renda familiar vai até R$ 5 mil. Nelas o banco, de fato, faz um empréstimo bancário, recebendo um percentual fixo (spread) sobre os custos do FGTS – que é o fornecedor de funding para operação – de 3% mais a variação da taxa referencial (TR). Os atrasos nesses casos são assumidos, portanto, pelas instituições financeiras, corroendo parte do lucro.

Nesse universo, a inadimplência estava, em agosto, em 2%. O valor está em linha com a média do sistema, também em 2%, mas o que preocupa Caixa é sua trajetória ascendente. Em dezembro de 2012, o percentual de atrasos acima de 90 dias estava em 1,3%, nível considerado ideal, pois é aquele que se aproxima das operações com recursos da poupança.

“Esses 2% não são o nível de inadimplência que queremos. Estamos monitorando o índice e podemos fazer ajustes no modelo de concessão para que ele caia”, afirma Rezende. O peso do gasto com condomínio, que em alguns casos pode chegar à metade da prestação mensal, é um dos fatores que pressionam a capacidade de pagamento desses tomadores, por exemplo.

Outra história são as operações na faixa 1 do programa, com renda familiar de até R$ 1,6 mil. Nessa linha, que usa recursos do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), o banco atua praticamente como um prestador de serviços, fazendo a administração de recursos do fundo e repassando os valores às construtoras. Como o banco não assume o risco da operação, a inadimplência é coberta pelo Tesouro Nacional e o imóvel não fica em nome do mutuário até a quitação do programa.

Nesse caso, chega a 20% o percentual de operações com atraso superior a 90 dias. “Por enquanto, não retomamos os imóveis dessas pessoas, mesmo com atraso. As ações que fazemos são educacionais”, afirma Resende. “Nessa faixa, a prestação que ele paga [limitadas a 5% da renda familiar mensal] tem um caráter pedagógico”, diz, reforçando o caráter social do programa. “Esse é um segmento abaixo da linha de financiamento dos bancos, para o qual não havia produção de imóveis.”

No total do Minha Casa, Minha Vida, até a última semana de setembro, foram contratadas cerca de 2,92 milhões de unidades. Em termos de valores, isso equivale a cerca de R$ 141,9 bilhões.

Fonte: Valor Econômico

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Caixa ignorou análise técnica interna ao bancar o Minha Casa Melhor

A Caixa ignorou análises feitas pela própria área técnica ao bancar o programa Minha Casa Melhor, uma linha de crédito para a compra de móveis, computadores e eletrodomésticos, da forma como foi feito, o programa, considerado uma vitrine eleitoral da presidente Dilma Rousseff, pode representar riscos para a saúde financeira do banco, segundo documentos obtidos pelo jornal Estado de São Paulo.

Os documentos mostram que a possibilidade de calote nessa linha, que é direcionada para os mutuários do Minha Casa, Minha Vida, chega a 50,73% na faixa das famílias mais pobres da população, a 30,31% nas intermediárias e a 28,52% na faixa de maior renda atendida pelo programa, Com esses níveis potenciais de perda, apontam os documentos, a necessidade de compensação pelo Tesouro é de R$ 2,9 bilhões até 2016.

Além do potencial eleitoral, o programa está alinhado com a estratégia do governo de estimular a economia via crédito para bens de consumo e tem ajudado a aumentar as vendas do varejo num momento de retomada lenta do crescimento do PIB. O Minha Casa Melhor deve ser ampliado para permitir também a compra de produtos como smartphones e tablets.

O parecer técnico da Caixa, produzido poucas semanas antes do lançamento do programa, adverte que a decisão do Tesouro, prevista na então Medida Provisória 620, de dispensar a Caixa do recolhimento de parte dos dividendos para a cobertura do risco de crédito dos financiamento dos bens de consumo, faz, “contabilmente, com que a operação seja deficitária desde o começo”.

“Na medida em que as operações fossem sendo realizadas, custos e despesas seriam acumulados, podendo ser caracterizada uma antecipação de subvenção, dado que lucros e dividendos ainda não foram pagos. nem sequer realizados”, afirma um dos documentos.

Subsídio

Segundo a nota técnica, assinada pelo superintendente Nacional de Contabilidade, Marcos Brasiliano Rosa, e pelos consultores do banco Dannyel Lopes de Assis e Eduardo Bromonschenkel, a falta dessa cobertura poderá ser questionada pelo Tribunal de Contas da União, por caracterizar que a Caixa está subsidiando um programa de governo, o que é vedado pela Lei de Responsabilidade Fiscal O entendimento técnico é de que a proposta de dispensar o recolhimento de parte dos dividendos para cobrir o risco de crédito vai contra o estatuto da Caixa.

Dessa forma, segundo fontes do governo, a equalização da perda do programa deveria ser compensada com outra modalidade de recursos, e não com os dividendos. “Logo, a proposta do Tesouro, ao estabelecer que a operação se inicie deficitária, vai contra o que rege o estatuto da Caixa”, diz a nota. De acordo com outro documento, a opção pela dispensa de recolhimento dos dividendos não é adequada para a Caixa “no atual momento de necessidade de capital”, A MP 620, já aprovada no Congresso, autorizou ainda o aporte de R$ 8 bilhões feito ao banco e destinado ao “funding” em sí do financiamento, não podendo ser usado para cobrir perdas. Isso indicaria porque na época do lançamento do programa, em junho, o banco e o Ministério da Fazenda se recusaram a explicar como os subsídios do programa seriam bancados. Segundo fontes, ficou pendente de resposta a origem real dos recursos para pagar as perdas que, necessariamente, deverão sair dos cofres do Tesouro. O risco de o TCU questionar o programa já é dado como praticamente certo na área técnica. Procurada, a Caixa informou que o programa foi formatado com respaldo do departamento jurídico, Segundo o banco, o risco de crédito os custos operacionais estão cobertos pela União com a autorização dada pela MP 620 para dispensar o recolhimento de parte dos dividendos, respeitado, portanto, o seu estatuto. O banco diz que foram feitos estudos internos sobre possíveis níveis de inadimplência em todas as faixas, que permitiram a aprovação da operação.

Fonte: O Estado de São Paulo

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Cautela dos consumidores é positiva para o futuro

Os consumidores – e o ritmo de vendas do comércio – continuam dando sinais de moderação, segundo pesquisas do Programa de Administração do Varejo (Provar) da USP, da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio) e da Serasa Experian. A tendência deve ser vista como positiva para as finanças das famílias e para os bancos, pois haverá queda mais acentuada da inadimplência, abrindo espaço para uma recuperação sustentável, no futuro, sem que haja necessidade de novos estímulos federais ao consumo, no curto prazo.

Entre os quartos trimestres de 2012 e 2013, a intenção de compra de eletrodomésticos, eletrônicos, carros e imóveis caiu quase 10 pontos porcentuais. Atingiu 46,8%, na primeira quinzena do mês passado, segundo a pesquisa do Provar, com 500 consumidores. Num período em que ocorrem o Dia da Criança e o Natal – datas relevantes para o varejo “há um pé no freio do consumo e o fato de a intenção de compras no quarto trimestre ser menor do que a do terceiro trimestre é preocupante”, disse o presidente do conselho do Provar, Cláudio Felisoni de Araújo.

Estabilizou-se em 52,6%, em setembro, o número de famílias paulistanas endividadas, segundo a Fecomércio. Mas, enquanto o porcentual de famílias com renda superior a 10 salários mínimos caiu de 42%, em agosto, para 37,9%, em setembro, houve um pequeno aumento do endividamento nas famílias com renda inferior a 10 mínimos – é o principal instrumento de dívida  o cartão de crédito, que cobra juros estratosféricos dos clientes.

Efeitos da moderação do consumidor também aparecem no Indicador de Atividade do Comércio, da Serasa Experian, mostrando que houve apenas uma pequena elevação da atividade (0,9%) entre agosto e setembro, liderada pela demanda em lojas de móveis, eletroeletrônicos e equipamentos de informática. A desvalorização do dólar estimulou as vendas.

Segundo o Provar, há um “esgotamento do ciclo de consumo”. Famílias com menor poder de compra já procuram bens de menor custo, como calçados ou peças de vestuário, em vez de produtos da linha branca, Com exceção dos beneficiários do programa Minha Casa Melhor, que pagam juros subsidiados.

Gastando menos dinheiro público com subsídios ao consumo, o governo terá mais recursos para investir criando condições para o crescimento sustentado da economia.

Fonte: O Estado de São Paulo

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