Limpar o nome com sabedoria

Com a proximidade do final de ano, as empresas querem recolocar no mercado de consumo seus clientes que por um motivo ou outro acabaram não honrando os compromissos assumidos. Os chamados inadimplentes estão com o nome sujo da praça, ou seja, foram negativados, com isso têm dificuldades em acessar novas compras via crediário. As duas maiores operadoras de bancos de dados utilizados pelos lojistas e bancos estão abertas a negociação. Firmaram convênio com os credores e esperam firmar acordos que permitam a regularização da situação financeira dos até então inadimplentes.

Criaram um sistema online que permite negociações a distância sem que seja necessário ir até a loja fisicamente. É evidente que quem está com o nome sujo na praça deseja recuperar o crédito e honrar os compromissos assumidos. Este grande mutirão para limpar o nome pode se apresentar como uma ótima oportunidade aos consumidores. Não obstante entender que o consumidor deve buscar esta alternativa alerto que é preciso fazer isso com sabedoria.

Explico melhor. Muitos credores, notadamente os ligados ao sistema financeiro, são ávidos em carregar multa e juros no saldo devedor, elevando demasiadamente a dívida inicial. Uma dívida não paga no cartão de crédito, ou empréstimo pessoal, ou outra modalidade de crédito, pode ser elevada em 50, 80 e alguns casos ultrapassar os 100%. Toma emprestado R$ 1.000,00 e, pela mágica da matemática financeira, com juros capitalizados, o valor devido é potencializado, tornando-se absurdamente mais elevado.

No comércio de uma forma geral isso ocorre com menor frequência, contudo, quando tratam-se de lojas de rede normalmente há uma financeira que efetua a venda a crédito e o valor também pode ficar muito acima do razoável. Assim, o primeiro passo é confirmar o saldo devedor, o quanto o mesmo cresceu e qual o desconto oferecido para o acerto. Em outras palavras: desconto de 50%, por exemplo, pode ser somente para reduzir os valores potencializados com juros moratórios. O ponto de partida é o valor original, o valor do empréstimo ou do bem.

Passada esta fase, é hora de saber o tamanho da prestação que o bolso suporta nesta possível renegociação de dívida. Não aceite a primeira proposta. Faça contas. Verifique qual o atual comprometimento de renda e veja qual espaço existente em seu orçamento doméstico. Se entender que a proposta não resolve definitivamente seu problema, resista, negocie, faça contraproposta, enfim, não adianta assumir algo que não irá cumprir.

Depois de tudo acertado, é hora da reflexão: levante as causas, ou seja, o que levou a atrasar este pagamento? Comprou acima da possibilidade? Foi um caso pontual que não ocorrerá mais? Está operando acima de sua capacidade financeira? Fica evidente que não detectar a causa raiz e ser determinado para não incorrer mais no problema, dentro de pouco tempo não conseguirá honrar este compromisso, como fatalmente terá novos problemas financeiros. Cuidar do dinheiro de maneira adequada eleva a qualidade de vida e garante situação estável para prover a família. A sabedoria neste momento pode ser o divisor entre a solução do problema ou somente seu adiamento. Reflita.

O autor, Reinaldo Cafeo, é economista, diretor regional do Corecon e articulista do JC.

Fonte: Jornal da Cidade (Bauru – SP)

 

A recuperação de crédito deve ser também o momento em que o credor corrige sua negligência na concessão de crédito. Ou seja, é também o crédito mal concedido gera a inadimplência e até o superendividamento.

Ser flexível e ajudar o consumidor à encontrar uma solução é um principio de sustentabilidade em crédito.

Saudações,

Dr. Denis Siqueira 

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Caçadores de caloteiros

O investidor Guilherme Ferreira passou boa parte de 2012 lendo uma seção do jornal que, normalmente, seus pares ignoram — as colunas sociais. Dos jornais de Pernambuco, mais especificamente. O objetivo não era saber as últimas da alta sociedade pernambucana, mas ganhar dinheiro.

Sócio da Jive, empresa especializada em correr atrás de caloteiros, Ferreira buscava informações sobre um usineiro que, há dez anos, devia 11 milhões de reais a um banco — sua usina faliu e ele não tinha nenhum bem em seu nome, mas continuava dando festas e frequentando eventos sociais com um “sorrisão” no rosto.

Nada, portanto, que lembrasse um sujeito na rua da amargura. Até que, no fim do ano, ele foi pego. Mais de 500 pessoas haviam sido convidadas para o casamento de sua filha. Um dos investigadores da Jive acabou descobrindo que quem estava pagando tudo era uma empresa sediada no Uruguai, que tinha como procurador no Brasil o tal usineiro — e era “sócia” de outra empresa com sede na casa dele.

“Isso mostrou que ele tinha bens em seu nome fora do país e poderia pagar a dívida”, diz Ferreira. Procurado pela Jive, o empresário acabou fechando um acordo neste ano e pagando parte da dívida.

Há cada vez mais empresas atuando como a Jive no Brasil. Elas são especializadas em comprar carteiras de crédito de altíssimo risco. Os devedores, nesses casos, estão inadimplentes há meses ou anos, e os bancos e as empresas que emprestaram dinheiro a eles já desistiram de recebê-lo de volta.

Para tentar reverter parte do prejuízo, vendem os créditos por valores baixíssimos — em geral, menos de 5% do valor original — para firmas como a Jive. Essas empresas tentam recuperar o dinheiro e lucrar com a diferença entre o que pagaram e o que recebem. O retorno médio nessas operações, segundo os compradores, é de 30%.

“Os bancos cobram e colocam os nomes em cadastro negativo, mas depois de seis meses já provisionaram toda a perda e não têm estrutura para continuar essa cobrança”, diz André Oliveira, diretor da Hipoges, criada na Espanha e instalada no Brasil há dois anos.

Companhias como a Hipoges contratam empresas de call center e escritórios de advocacia especializados em cobrança, que chegam a colocar até 1 000 profissionais para disparar ligações e tentar chegar a um acordo com os caloteiros. Quando a dívida é grande, podem atuar como detetives até descobrir uma forma de receber. 

Esse é um mercado de 90 bilhões de reais nos Estados Unidos. No Brasil, cerca de dez empresas atuam no ramo. O volume de créditos podres comprados por elas cresceu 60% nos últimos cinco anos e chegou a 16 bilhões de reais, de acordo com estimativas da RCB Investimentos, que também atua nesse mercado.

Vender esses empréstimos vencidos ajuda os bancos a tirar os créditos podres de seus balanços, ganhar algum com a venda da carteira e, ainda por cima, obter um benefício fiscal — prejuízos em empréstimos geram um crédito tributário.

Fora da caixa

O crédito mais disputado vem de grandes operações de varejo — em setembro, por exemplo, o banco Votorantim leiloou uma carteira de 2 bilhões de reais em financiamentos atrasados de veículos. Os compradores preferem esses créditos porque são massificados, o que facilita a análise por filtros estatísticos (como perfil de devedores e região) e a cobrança telefônica.

Mas a retomada precisa acontecer antes de cinco anos de atraso, pois é quando o nome sai do cadastro negativo — e o devedor perde o estímulo para pagar e limpar seu nome. Para dívidas empresariais, cujos valores são maiores e a cobrança se arrasta anos na Justiça, usar a criatividade é o único recurso à disposição dos caçadores de caloteiros.

As táticas são as mais diversas. A principal é provar que o caloteiro tem dinheiro para pagar as dívidas. “Já confrontamos o devedor com fotos de viagens e iates que vimos no Facebook da esposa dele”, diz Renato Toledo, sócio da RCB. Isso pode ser feito de maneira, digamos, fora da caixa.

Uma das operações mais bizarras de recuperação de crédito aconteceu na pequena Manga, no norte de Minas, onde a garantia de um empréstimo de 6 milhões de reais eram 4 000 cabeças de gado, identificadas por chips instalados nas orelhas dos animais. O pecuarista não pagou a dívida e o gado sumiu do monitoramento.

Um analista da Jive localizou o registro da fazenda em cartório e encontrou no endereço 600 bois com as orelhas cortadas. “Tivemos de contratar 20 tropeiros para mover o gado”, diz Alexandre Cruz, sócio da empresa. Os outros bois foram achados na fazenda do cunhado do devedor, também sem as respectivas orelhas. Para se livrar dos caçadores, o caloteiro fez um acordo e entregou os bois.

Fonte: Revista Exame

 

Muito interessante!

Realmente o profissional de cobrança tem que ter o espírito investigativo.

Muitas vezes devemos busca ir além do “arroz com feijão”, usando a criatividade e nos adaptando as diversas situações que podem surgir na recuperação de créditos.

Saudações,

Dr. Denis Siqueira 

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Só 1% das empresas sai da recuperação judicial no Brasil

Apenas 1% das empresas que pediu recuperação judicial no Brasil saiu do processo recuperada. Desde que a lei foi criada, em fevereiro de 2005 até o último dia 10, cerca de 4 mil companhias pediram recuperação judicial, mas só 45 voltaram a operar como empresas regulares. No decorrer desses oito anos e meio, só 23% delas tiveram seus planos de recuperação aprovados pelos credores, 398 faliram e a maioria dos processos se arrasta no Judiciário sem definição final.

Os dados são de um levantamento da consultoria Corporate Consulting e do escritório de advocacia Moraes Salles feito a pedido do jornal Estado de São Paulo. A pesquisa não considera empresas que estavam em concordata e migraram para a recuperação judicial quando a lei foi criada.

“A maioria dos planos aprovados não é um projeto de reestruturação para tornar a empresa viável economicamente. São basicamente renegociações de dívidas”, disse Paulo Carnaúba, sócio do Moraes Salles e presidente da comissão de estudos em falência e recuperação judicial da OAB/Campinas. “Isso explica em parte por que a taxa de sucesso é tão baixa.”

A recuperação judicial foi criada para substituir a antiga concordata e evitar a falência das empresas. As companhias que recorrerem à lei ficam blindadas de cobranças de credores por 180 dias e deverão elaborar um plano para recuperar a empresa. Esse plano precisa ser aprovado pelos credores e executado com sucesso pela companhia para o processo chegar ao fim. A decisão de encerrar a ação é da Justiça.

Companhias como a calçadista Via Uno e a fabricante de eletrodomésticos Mabe pediram recentemente recuperação judicial. Outras como a companhia aérea Varig e a Agrenco também tentaram esse caminho, mas faliram depois.

A próxima a entrar em recuperação judicial deve ser a OGX, petroleira de Eike Batista, que está inadimplente por deixar de pagar credores externos. A empresa tem até o fim do mês para quitar o débito e, se não o fizer, os credores poderão pedir a sua falência. O mercado espera que a OGX recorra à recuperação judicial até o fim do mês.

“O empresário só recorre à recuperação quanto não vê outra saída. Quem passa a decidir o futuro da empresa são os credores e a Justiça”, explica Luis de Paiva, sócio da Corporate Consulting, que participou de mais de 200 reestruturações.

Execução

A tarefa de reerguer uma empresa envolve, no mínimo, dois grandes desafios: ganhar a confiança dos credores e conseguir manter a empresa operante. Muitas empresas em crise interrompem as atividades por falta de caixa e crédito para honrar compromissos básicos como pagar funcionários e comprar matéria-prima.

“É muito mais difícil recuperar a empresa se ela parar”, avalia o presidente da Strategos Consultoria, Telmo Schoeler, que já participou de cerca de 150 reestruturações de empresas. “O plano de recuperação tem de considerar de onde sairá o dinheiro para a empresa continuar a operar nesse período.”

Com a operação parada, as empresas perdem clientes e ficam com produtos e maquinário obsoletos. Na maioria dos casos assim, é questão de tempo para a recuperação judicial virar falência. Nos decretos de falência, é comum encontrar afirmações de juízes de que a recuperação é inviável porque as empresas já não existem mais.

Batalha jurídica

Os processos frequentemente se tornam uma batalha jurídica entre credores, acionistas e administradores judiciais. Cada um invoca a lei para tentar garantir seus interesses e a recuperação da empresa em si fica em segundo plano. Há muitos casos assim na história da Lei brasileira.

O processo do laticínio Nilza, de Ribeirão Preto (SP), que já teve mil funcionários e tem fábricas paradas desde 2009, virou uma espécie de “novela”. Os credores aprovaram a transferência da empresa a um investidor, mas o processo foi contestado por um acionista – o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) – e o Ministério Público pediu a falência da empresa por suspeita de compra de votos na assembleia de credores. Depois de uma batalha jurídica, a empresa faliu em outubro de 2012.

“A empresa foi vendida para um grupo que não tinha intenção de operar a fábrica. Era só para especular”, disse o síndico da massa falida, Alexandre Borges Leite. “É mais prejudicial aprovar uma recuperação inviável do que decretar a falência.”

A razão é simples: o tempo é inimigo de empresas em crise. Quanto mais se demora para resolver a questão, menos vale a companhia e mais difícil fica reerguer a empresa.

A Agrenco, por exemplo, pediu recuperação após uma investigação da Polícia Federal ter deflagrado uma crise na empresa, um ano depois de ela ter captado R$ 500 milhões na Bolsa. A ideia era simples: vender a usina de Marialva (PR) para terminar de construir outras duas usinas e se reerguer.

Não deu certo. O processo foi marcado por disputas judiciais entre credores, administradores e acionistas e trocas de gestão da empresa durante o processo. Um segundo plano foi elaborado, mas não foi aprovado pelos credores. A companhia teve sua falência decretada em agosto deste ano.

EUA

A recuperação judicial foi inspirada no chamado “Chapter 11″ da legislação americana. Lá, a taxa de sucesso, historicamente, varia entre 20% e 30%, bem acima do 1% brasileiro.

A lei americana é mais aprimorada, mas as grandes diferenças são a agilidade do processo e a maturidade do mercado em enfrentar uma reestruturação, dizem os especialistas. Nos Estados Unidos, o envolvimento do credor é muito maior e não se resume a aprovar ou não o plano de recuperação.

No caso da montadora General Motors, por exemplo, que pediu concordata em 2009, credores como o governo americano e o sindicato United Auto Workers converteram suas dívidas em ações de uma “Nova GM”. O plano foi aprovado em cerca de 30 dias. A empresa se recuperou e os credores venderam suas ações anos depois.

Além da GM, entraram e saíram do “Chapter 11″ diversas grandes empresas, como United Airlines, Citibank e até o banco Lehman Brothers, estopim da crise de 2008. Por aqui, ainda não há casos de gigantes que emergiram da recuperação judicial.

A próxima da lista

A OGX, petroleira de Eike Batista, está inadimplente desde o dia 1° e deve pedir recuperação judicial até o fim do mês. Se não o fizer e não quitar o débito, os credores poderão pedir a sua falência.

Para entender

A lei de recuperação judicial entrou em vigor em fevereiro 2005 para substituir a antiga concordata. Pela regra anterior, as empresas inadimplentes poderiam pedir concordata e ganhavam um prazo de dois anos para equacionar a dívida. Neste período, estavam protegidas da falência. Os controladores continuavam à frente da companhia e podiam decidir a estratégia para reerguer a empresa.

Na prática não funcionava bem. Entre 80% e 90% das concordatas eram convertidas em falência após o prazo de carência, estima o consultor Telmo Schoeler, da Strategos.

A recuperação judicial foi desenhada para salvar as empresas, inspirada na legislação americana. Ao pedir recuperação judicial, a empresa insolvente fica blindada de pedidos de falência por 180 dias. A companhia deve apresentar um plano de recuperação a credores, que podem aprovar ou não o processo. Se recusarem, a falência é decretada. Se aprovarem, a empresa deve executar o plano. A decisão é, portanto, dos credores.

No período em que estiver em recuperação, a empresa ficará sob a supervisão de um administrador judicial. A companhia só sai do processo e volta a ter autonomia de gestão com o aval do juiz.

Fonte: O Estado de São Paulo

 

Excelente matéria!

A maioria dos empresários, sem o apoio de uma consultoria especializada, enxerga na Recuperação Judicial apenas uma renegociação de dívida ou um parcelamento forçado imposto contra os credores.  Já as médias e grandes corporações se favorecem da proteção e das vantagens trazidas pela Lei de Recuperação.

Mas, as causas do péssimo resultado das Recuperações no Brasil estão além destas questões óbvias, e dependem essencialmente da participação efetiva dos credores e da transparência do devedor.

Saudações,

Dr. Denis Siqueira

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Apesar de queda no uso, cheque ainda é opção de crédito para pequenas empresas

Há quem pense que os tão conhecidos atos de cruzar ou assinar um cheque estão cada vez mais próximos da aposentadoria. De fato, a utilização dos talões como forma de pagamento vem caindo, sobretudo, por causa do aumento na utilização de cartões de crédito e débito. Segundo levantamento do Banco Central, o uso de cheques caiu 5% em 2011 se comparado ao ano anterior. Já o uso de cartões cresceu 14%. De acordo com a Febraban, a queda no uso entre 2002 e 2012 foi de 12%. Apesar da baixa no uso, dados da BC revelam que o valor médio dos cheques emitidos cresceu 86% entre entre 2006 e 2011, passando de R$ 941,6 para R$ 1.752,20.

De acordo com José Antônio Praxedes, presidente da Telecheque, isso aconteceu porque o cheque passou ser um instrumento de crédito, principalmente para muitos profissionais e pequenos empresários informais que acabam não recebendo crédito por parte dos bancos. “Esse seria um dos principais consumidores de cheques no Brasil. Um empresário que utiliza esse meio como uma forma de crédito e também movimenta a economia.”

Além desse grupo, o cheque ainda é usado principalmente nas áreas de educação. No varejo é onde ele mais perde força. Aline Rabelo, coordenadora da Investmania, dá orientações básicas para um instrumento tão popular e conhecido, mas que ainda é usado de forma equivocada. 

(1) Planejamento: o cheque se torna um grande problema quando usado sem planejamento. Só passe um cheque com a certeza que terá dinheiro em conta para que ele seja compensado. 

(2) Use a seu favor: saiba utilizar o cheque a seu favor. Assim como qualquer outra forma de pagamento ele pode garantir vantagens interessantes como parcelamentos sem juros.

(3) Compulsão: seja rigoroso ao passar cheques. Cuide para que ele seja utilizado em casos realmente necessários. Não desenvolva o hábito de sair com talões o que pode dar uma sensação de poder de compra e trazer problemas.

(4) Segurança: em caso de valores altos, o cheque deve ser sempre nominal para evitar problemas em caso de roubos. E como dito anteriormente, não ande com o talão, pois caso ocorra um furto ou uma perda isso pode trazer grandes problemas.

Fonte: Istoé Dinheiro

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Índice de inadimplência com cheques cai no mês de setembro

O índice de inadimplência do setor de cheques apresentou queda de 0,06% no mês de setembro indo para 2,50% em comparação com agosto. No resultado de julho, o percentual de inadimplência estava em 2,97%.

A Pesquisa Nacional sobre Liquidação de Cheques, realizada pela TeleCheque, mostrou que o setor que mais contribuiu para a queda foi o de “Cheques sem fundos” que neste mês é responsável por 73,2% dos casos de inadimplência, em agosto, ele respondia por 75%.

Das outras categorias, estão os cheques sustados com 11,2%; roubados ou furtados, com 4,4%; fraudados, com 0,8%; e outros, com 10,4%. O ticket médio dos cheques cresceu 1,63% em relação a agosto ficando em R$ 781,93.

De acordo com José Antônio Praxedes, presidente da TeleCheque, o cenário da inadimplência com cheques em geral é positivo. “Se pensarmos que setembro é o segundo mês consecutivo de queda da inadimplência com o uso desse meio de pagamento. É importante destacar também que o ticket médio aumentou cerca de 3,69% em relação ao primeiro mês do terceiro trimestre, um fator muito importante para o cheque se consolidar cada vez mais como instrumento de crédito para os consumidores. ”

Índice Regional

A Região Norte foi a que apresentou maior participação na inadimplência dos cheques que chegou a 3,36% dos cheques emitidos, em relação a agosto, a região se mantém com o maior índice. A região Sul registrou a menor inadimplência com 1,94% ante 2,02% de agosto sobre a emissão geral de cheques. 

O Nordeste teve a segunda maior quantidade de não quitações, com 3,09%, aumento de 0,65% em relação a agosto. O Sudeste ficou no meio do ranking, com 2,42% no índice de inadimplência. Já o Centro-Oeste foi o destaque no período, com a maior redução no índice de inadimplência, passando de 2,85% em agosto para 2,31% do total de cheques emitidos na região em setembro.

Fonte: Istoé Dinheiro

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Crédito e cobrança