Protesto indevido no RJ

Protesto indevido no RJ

 

 

 

 

 

 

 

Ontem, foi matéria no telejornal SP Record, os problemas que vêm sofrendo os devedores de todo o Brasil.

Já a algum tempo tenho acompanhado as reclamações de pessoas que são protestadas fora do seu domicílio, por dívidas já prescritas.

O que no mínimo se mostra suspeito, é o fato de somente os cartórios do Rio de Janeiro se prestarem à executar o protesto contra devedores domiciliados em outros estados.

Grosso modo, a prática funciona da seguinte maneira:

Grandes empresas do varejo, após esgotarem as tentativas de cobrança de cheques, e já considerando como perda efetiva, vendem os títulos de crédito para Pseudo “empresas de cobrança”.

Estes títulos são, em regra, cheques de baixo valor e vencidos a mais de 5 anos.

Estas empresas levam os cheques à protesto no Rio de Janeiro, nos cartórios de Barra do Piraí, São João do Meriti e alguns outros. 

Com o protesto, a restrição junto aos órgãos de proteção ao crédito é “ressuscitada”, e o devedor que já acreditava ter se livrado da dívida (sem pagar nada) fica surpreso com a retomada da cobrança, e em alguns casos com valores absurdos.

O que no começo se mostrou um negócio “da china” para empresas de cobrança, hoje beira a prática de estelionato.

Quem está errado?

- O devedor, que realmente não pagou a dívida e deixou o fornecedor no prejuízo?
– A empresa de cobrança, que usa meios inadequados na cobrança da dívida prescrita?
– O cartório que ciente das irregularidades, se mostra omisso?
– O credor originário, que vendeu os “títulos podres” sem se preocupar com o que seria feito com eles?

Sem dúvida a resposta deverá ser dada pelo Poder Judiciário.

Para ver o tamanho do problema, acesse o Fórum Jus Navigandi:
http://forum.jus.uol.com.br/77887/2/informacoes-sobre-protesto-em-cartorio-no-rj/

A certeza que fica, é a de que, mais uma vez, a atividade de cobrança volta a ganhar a velha má-fama de antigamente.

Para quem se sentir lesado, oriento fazer sua denúncia junto ao Ministério da Justiça através da página oficial, e se tiver urgência, constitua um advogado.

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Saudações,

Dr. Denis Siqueira