Cobrar dívidas dá dinheiro e emprego. As empresas de recuperação de crédito expandem as atividades no país, de olho nos maus pagadores.

A inadimplência, que subiu quase 20% na primeira metade do ano, entrou em queda no segundo semestre. Foi a segunda vez desde 99, ano que o indicador da Serasa foi criado, que o mês de julho registrou variação negativa.

“Tem uma tendência de profissionalização desse mercado, tanto do lado dessas empresas que geram recuperação de crédito, quanto do lado das pessoas físicas que têm aprendido a mexer com crédito e a trabalhar com dinheiro”, diz o economista Haroldo Araújo.

Houve redução de gastos com cartão de crédito, lojas e concessionárias. O consumo de energia também caiu em julho e o consumidor fez menos empréstimos em financeiras. A ajuda veio com a restituição do imposto de renda: muitas pessoas usaram o dinheiro para limpar o nome.

“Cobrança é pressão. Você tem que estar ligando para o devedor. Todos os dias a gente envia SMS, envia carta. A gente cobra dívidas aí de 30 dias a 15 anos, e a gente recebe”, fala o administrador de empresas, Leonardo Correa Leal.

Para cobrar, as empresas precisam contratar. Com o setor em crescimento os sócios de uma empresa em Belo Horizonte decidiram ampliar a empresa. Uma sala ainda não está funcionando, mas está pronta para receber mais 216 operadores de cobrança.

É, emprego não falta. O call center de outra empresa em BH também é novinho. São 1.200 funcionários. Em todo o país, há uma multidão de operadores de recuperação de crédito: são 350 mil. Um crescimento de 13% ao ano.

Fonte: G1