
Venda de informações
Esta semana, voltamos a ver na mídia os desdobramentos das investigações do Ministério Público de São Paulo sobre a suposta venda irregular de informações.
Estou acompanhando este assunto com muita preocupação, pois a disponibilização de informações cadastrais exige muita responsabilidade e controle.
Devemos lembrar que somente após o devido processo legal poderemos afirmar que a empresa “AP Informações” é culpada ou inocente.
Apesar de não conhecer o conteúdo das investigações, vale a pena dizer, que a ação de usuários mal intencionados, que buscam informações cadastrais para fins ilícitos, não pode justificar a penalização de empresas que buscam informações de seus clientes, cadastrandos ou cadastrados, previamente autorizadas.
A consulta de informações é essencial para todas as relações comerciais. Mas, como usuários de serviços de informação devemos saber até que ponto podemos agir.
Eu, particularmente, fico muito preocupado com a banalização do uso de informações cadastrais. Atualmente temos poucas opções de serviços de informação de qualidade, e um grande número de revendedores de informações. A atuação indevida de uma ou outra empresa, pode levar à criação de restrições Legais mais rígidas para este segmento.
Por outro lado, os pequenos empresários, os quais encontram dificuldade para realizar uma análise cadastral, necessitam de um serviço simplificado e com custo compatível. E é neste ponto que os distribuidores de informações ganham espaço.
Uma atitude positiva foi a tomada pela Serasa Exprerian, que disponibilizou a venda direta e simplificada de crédito para consultas cadastrais. Com isso, a empresa que necessita de informação para concessão de crédito pode utilizar os serviços sem burocracia, mas com o controle da Serasa.
Mais importante é que o empresário saiba claramente que é responsável pela utilização que faz do sistema de consultas, respondendo civil e criminalmente por seus atos.
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Saudações,
Dr. Denis Siqueira