Arquivo de novembro de 2011

Ações por falta de pagamento de aluguel crescem 17% em SP

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

 

O número de ações por falta de pagamento de aluguel deu um salto de 17,03% em outubro, em comparação com o mesmo mês do ano passado: passou de 1.051 para 1.230

Em relação a setembro, houve alta de 4%. O aumento ocorre num ano em que esse tipo de ação vinha diminuindo. De janeiro a outubro, as ações locatícias registraram queda de 12% em relação ao mesmo período de 2010. Caíram de 14.330 para 12.610.

O Secovi-SP (Sindicato da Habitação), responsável pelo levantamento, acredita que os inquilinos têm se esforçado para manter o pagamento em dia num ano de forte demanda por locação, em que fica mais difícil encontrar um novo imóvel para morar.

Jaques Bushatsky, diretor do Secovi, diz também que a alta mostra que os proprietários tentam negociar. Mas que, “quando se aproxima o final do ano, passam a temer o encerramento das atividades forenses”, o que retarda o andamento das ações.

Fonte: Folha 

 

Paulistanos com renda até 10 mínimos têm mais dificuldades em pagar dívidas

terça-feira, 29 de novembro de 2011

 

O número de famílias paulistanas endividadas, com contas em atraso e sem condições de pagar os débitos é maior entre aquelas com renda de até dez salários mínimos. Em novembro deste ano, 41,6% delas afirmaram que não poderão honrar com o pagamento parcial ou total dos débitos no próximo mês.

Segundo a Peic (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor), divulgada pela Fecomercio-SP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo) em 28/11/2011, 31,9% dos entrevistados que recebem até dez mínimos disseram que vão pagar parte do débito e outros 22,9% deverão pagá-lo integralmente.

Considerando as famílias com as contas em atraso e que ganham mais de dez mínimos, 40% conseguirão honrar totalmente seus compromissos, enquanto 20% disseram que vão quitá-los parcialmente. Já 40% não terão condições de pagar nada.

Do total de endividados inadimplentes, considerando todas as faixas de renda, 41,5% disseram que não terão condições de pagar as dívidas no próximo mês, outros 31,6% conseguirão pagar parte delas e 23,4% afirmaram que pagarão totalmente os débitos.

Endividados
A pesquisa mostra que, do total entrevistados, 12,5% disseram que estão muito endividados. Esse percentual é maior entre os que recebem até dez salários mínimos (12,9%) do que entre as famílias com renda superior a esse patamar (9,9%).

De modo geral, 14,1% dos entrevistados estão mais ou menos endividados e 14,5% estão pouco endividados. Em compensação, 57,1% das famílias não têm dívidas, sendo que, entre aquelas com renda de até dez salários mínimos, o número cai para 55,9% e, entre aquelas com renda superior a dez mínimos, sobe para 66,3%.

Cartão de crédito lidera
Analisando os tipos de dívida, de maneira geral, o cartão de crédito lidera, com 76,3% das respostas, seguido por carnês, com 22,4%, e crédito pessoal, com 11,4%.

Considerando as faixas de renda, novamente o cartão de crédito aparece no topo da lista, sendo o principal tipo de dívida de 76,1% das famílias que ganham até 10 salários mínimos e de 78,1% das que têm renda acima deste valor.

Já o financiamento de carro endivida mais as famílias que recebem acima de 10 mínimos (20,5%) dos que as que ganham abaixo disso (7,3%), situação inversa que ocorre com os carnês. Este tipo de dívida é mais comum para as famílias com ganhos até 10 mínimos (23,8%).

Fonte: InfoMoney

União eleva arrecadação com protesto de dívidas

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

 

A Procuradoria-Geral Federal (PGF), órgão vinculado à Advocacia-Geral da União (AGU), está apostando em meios alternativos – conciliação e protesto – para a cobrança de R$ 40 bilhões devidos às 155 autarquias e fundações públicas federais. Por meio de um projeto-piloto de protesto de certidões de dívida ativa (CDAs), o órgão conseguiu, no prazo de um ano, recuperar 32,1% de R$ 9,77 milhões em créditos do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) e Agência Nacional do Petróleo (ANP). “Nas execuções fiscais, o índice de recuperação não chega a 2%”, diz o coordenador-geral de cobrança e recuperação de créditos da PGF, procurador federal Fabio Munhoz.

O órgão também alcançou um bom índice de recuperação, segundo Munhoz, em um mutirão de conciliações realizado no fim de outubro, em Brasília. Em quatro dias, a PGF recuperou, por meio de um outro projeto-piloto, R$ 843 mil em créditos do Inmetro, Instituto de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Foram fechados acordos em todos os processos extrajudiciais negociados. Nos judiciais, o índice foi de 92%.

Para atrair os devedores, a PGF ofereceu um parcelamento, estabelecido pela Portaria AGU nº 449, do dia 22 de outubro. Os débitos puderam ser divididos em até 60 prestações mensais, com anistia de encargo legal. Para os pagamentos à vista, foram oferecidas reduções de 50% das multas de mora e de ofício, de 45% dos juros de mora e de 100% sobre o valor do encargo legal. Foram negociadas dívidas de até R$ 100 mil.

Com o sucesso da iniciativa, a Procuradoria-Geral Federal já pensa em realizar mutirões em outras regiões do país, levando débitos de outras autarquias e fundações. Os protestos também serão intensificados. Neste mês, começaram a ser levadas a cartório dívidas com a Anatel e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). “Os resultados demonstram que foi acertada a adoção de meios alternativos de cobrança pela PGF”, afirma Munhoz.

No projeto, que completou um ano em outubro, a PGF levou a protesto 3.687 certidões de até R$ 10 mil – 90% do Inmetro e o restante da ANP. Do total, 1.071 foram pagas. A grande maioria das dívidas foi quitada no prazo de três dias depois da notificação pelo cartório. Após esse período, a dívida é efetivamente protestada e o nome da pessoa física ou empresa passa a constar em cadastros de proteção ao crédito, o que impede, por exemplo, a contratação de financiamento bancário.

Até meados de 2012, os protestos serão automáticos. Será incluída uma ferramenta em um sistema de informática criado recentemente para controle da dívida ativa de autarquias e fundações federais. A PGF começou a unificar a cobrança da administração indireta em 2007. A determinação foi inserida na Lei nº 11.457, de março daquele ano, que criou a Super-Receita. Até então, a cobrança era descentralizada e apenas cinco dos 155 órgãos tinham controles informatizados.

O protesto extrajudicial de certidões da União, das autarquias e das fundações públicas está previsto na Portaria Interministerial nº 574-A, de 20 de dezembro de 2010. A ferramenta também foi adotada por Estados – como São Paulo e Rio de Janeiro – e municípios. Contribuintes, no entanto, questionam na Justiça o uso do protesto. Alegam que é uma forma de coagi-los a quitar seus débitos e que a Lei de Execuções Fiscais – nº 6.830, de 1980 – já dispõe sobre as possibilidades de cobrança de tributos.

No Superior Tribunal de Justiça (STJ), de acordo com a advogada Patrícia Madrid Baldassare, do escritório Palma, de Natale & Teracin – Consultores e Advogados, já há precedentes favoráveis aos contribuintes. “Os ministros têm entendido que é uma medida desnecessária”, afirma a advogada, acrescentando que “a jurisprudência ainda não tem diferenciado o protesto feito pela administração direita ou por autarquia”.

Fonte: Valor Econômico

 

 

Brasileiro tem 4,5 dívidas em média (em SP é o dobro)

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

 

Em média, cada brasileiro acumula 4,5 diferentes dívidas com bancos e financeiras. Pesquisa divulgada em 23/11/2011 pelo Banco Central mostra que os mais arrojados moram em São Paulo: cada paulista tem o dobro da média nacional, com nove operações cada. O ranking faz parte do Relatório de Inclusão Financeira.

Atrás dos paulistas, estão os clientes do Paraná (cinco contratos por pessoa), Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro (quatro) e Pernambuco, o maior do Nordeste e Norte, com três financiamentos por adulto. Alagoas, por outro lado, é o único Estado em que a média de dívidas não chega a uma operação por pessoa.

O levantamento mostra também que o uso dos cartões é diferente entre pobres e ricos: o primeiro grupo prefere o crédito e o segundo, o débito. Entre os consumidores das classes C, o cartão de crédito já é o instrumento de pagamento preferido de 13% das pessoas.

Nas classes D e E, é opção de 8%. Os porcentuais são maiores que o uso da função débito, que é a escolha de 12% na classe C e 6% nas classes D e E. Já entre os consumidores mais ricos, o débito é preferido por 25% das classes A e B. A função crédito, por sua vez, é opção de 17%. / F.N.

Fonte: Jornal da Tarde

 

Mutirão de cobrança de dívida vira moda

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Mutirão de negociação de dívidas

Mutirão de negociação de dívidas

Na tentativa de melhorar os resultados das negociações de dívida, tão comuns nessa época do ano em que há injeção do 13º salário na economia e oferta de trabalhos temporários, as instituições vêm lançando mão dos chamados mutirões de cobrança. São eventos que reúnem tête-à-tête credor e devedor e que parecem ter se transformado em tendência.

A Credicard faz seu primeiro mutirão de amanhã até sábado na capital paulista e está animada com os resultados que pode vir a obter. “Tivemos um índice de resposta dos devedores consultados de 4%, equivalente a 3 mil pessoas, enquanto o patamar médio de retorno para os contatos ‘normais’, feitos por telefone, é de 1%”, afirma Roberto Javali, superintendente de operações de risco da Credicard. O êxito no número de respostas estaria ligado, segundo ele, ao apelo da negociação cara a cara.

A Boa Vista Serviços, administradora do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), está promovendo a segunda edição do “Acertando suas contas”, mutirão que ocorre no Vale do Anhangabaú, região central de São Paulo, desde segunda até domingo e que pretende atender cerca de 15 mil pessoas com débitos registrados no birô de crédito, quase o dobro dos 8 mil que foram encaminhados para renegociação em 2010.

“As empresas que aderem a esse tipo de iniciativa têm disposição especial para ser flexível em termos de desconto e parcelamento”, observa Fernando Consenza, diretor da Boa Vista. “Não se trata de um ambiente de cobrança, mas de acordo.” Jair Lantaller, presidente do Instituto Geoc, que reúne empresas de cobrança, lembra que a presença de representantes de bancos permite a aprovação de propostas que estariam fora das alçadas “regulares”.

O comerciante João Paulo Torres de Amorim, de 30 anos, acredita que saiu do mutirão da Boa Vista com um bom acerto em mãos. De uma dívida total avaliada em R$ 60,3 mil pelo banco Santander, entre cheque especial e cartão de crédito, conseguiu reduzir o saldo para R$ 44 mil, parcelado em 36 vezes. “Metade do que eu devia era [originado de] cobrança de juro”, diz ele, que teve sua situação financeira agravada ao ficar dois meses sem trabalhar após um acidente.

A disposição das cerca de 2,5 mil pessoas que compareceram ao mutirão da Boa Vista no primeiro dia de evento para colocar as contas em dia pode ser medida pelo tempo médio de espera, de três horas, para sentar e negociar – etapa posterior à triagem, em que é tirado um “extrato” dos débitos e verificado para qual das empresas participantes, entre bancos como Itaú e operadoras de telefonia como a Vivo, direcionar o consumidor. O calor que fazia na segunda-feira era combatido, em parte, por alguns umidificadores espalhados pelas duas tendas armadas para atender ao público, enquanto eram distribuídos pipoca e algodão-doce para aliviar a demora.

Os descontos e condições de pagamento oferecidos pelos credores dependem muito do perfil do tomador e do empréstimo concedido. Dívidas antigas, com quase uma década de aniversário, podem ter desconto de até 90%, diz Javali, da Credicard.

Para atrasos mais recentes, de até 90 dias, especialmente se o financiamento foi concedido sem garantia, praticamente não são oferecidos descontos. “Bancos e varejistas estão buscando, efetivamente, que se pague o valor integral das dívidas novas, aumentando, contudo, o parcelamento”, diz José Roberto Romeu Roque, presidente da Associação Nacional das Empresas de Recuperação de Crédito e Cobrança (Aserc).

Roque conta que, de poucos meses para cá, os bancos vêm pedindo, inclusive, maior dedicação das empresas de cobrança para recuperar esses atrasos recentes, que ainda não entraram para o índice de inadimplência das instituições. “Nunca recebi tanta visita de bancos como agora”, confirma Luis Carlos Bento, proprietário da empresa de cobrança Intervalor. “Mas no caso de veículos, vários mutirões estão sendo organizados Brasil afora para recuperar créditos vencidos há mais de 60 dias.”

Fonte: Valor Econômico