Comércio inicia 2012 com pé direito

2 de fevereiro de 2012

As vendas do varejo paulistano, em janeiro, foram impulsionadas pelas liquidações antecipadas do setor de vestuário e, especialmente nos últimos dias do mês, pelas aquisições associadas ao movimento de volta às aulas. O reflexo mais marcante das demandas aparece no crescimento de 6,3% das vendas à vista, frente a igual período de 2010. Na mesma base comparativa, as transações a prazo saltaram 2,7%.

Os indicadores foram divulgados em 01/02/2012 pelo Instituto de Economia Gastão Vidigal, da Associação Comercial de São Paulo (IEGV/ACSP), com base em amostra de dados de clientes da Boa Vista Serviços (BVS), administradora do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC). A empresa informou, que a partir de janeiro, esses indicadores ganham nova denominação (confira as mudanças no quadro abaixo).

Otimismo — “Acreditamos que a continuidade da queda dos juros e a recente redução do IPI, deverão ajudar a atividade econômica nos próximos meses”, declarou Rogério Amato, presidente da ACSP, e também da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp). 

 

 

O economista do IEGV, Emílio Alfieri, analisa que a movimentação do comércio paulistano em janeiro (ante igual mês de 2011) é considerado normal, quando se leva em consideração os efeitos da crise internacional e “a base ainda alta” de comparação. O especialista  analisa ainda que o IMC (Indicador de Movimento do Comércio a Prazo), que ficou em 2,7%, indica uma gradativa recuperação desta modalidade, levando-se em conta que em outubro do ano passado ela cresceu 0,5% (ante o mês anterior), em novembro, teve alta de 1,1% e, por último, no mês de dezembro, subiu 1,7%.

Na comparação de janeiro ante dezembro de 2011, as quedas acentuadas na movimentação de compras a prazo e à vista (de 24,7% e  43,6%, respectivamente) refletem a sazonalidade normal para o período. Além das férias escolares e de verão, que estimulam o consumidor paulistano a deixar a cidade, existe a base alta de comparação, provocada pelas movimentação de Natal. 

Inadimplência

No caso das dívidas com pagamento em atraso houve, no primeiro mês de 2012 (ante igual período de 2011), um crescimento de 13,5% no Indicador de Registro de Inadimplentes (IRI) e salto um pouco menor, de 11,9%, no Indicador de Recuperação de Crédito (IRC). 

Alfieri analisa, a propósito do crescimento maior entre os novos registros (13,5%), que o consumidor se ressente da concentração de despesas no início do ano. O economista ressalva ainda que os indicadores de inadimplência de janeiro (na comparação com dezembro de 2011), ainda que subindo, não causam grande preocupação. “Não há uma variação significativa em relação aos últimos últimos doze meses, e os indicadores de desemprego permanecem em queda. Com emprego, é sempre possível renegociar a dívida”, argumentou.

Indicadores são alterados

Os indicadores da movimentação do comércio na capital paulista, do Instituto de Economia Gastão Vidigal (IEGV), da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), passam a ter nova denominação e novo formato de apresentação a partir de janeiro de 2012. O objetivo, de acordo com a instituição, “é refletir melhor sua finalidade”, além de possibilitar sua comparação com outros indicadores em desenvolvimento na Boa Vista Serviços. Confira abaixo as novas denominações:

IMC  – Indicador de Movimento do Comércio a Prazo  (antes denominado Serviço Central de Proteção ao Crédito, o SCPC); 

ICH – Indicador de Movimento de Cheques (o  SCPC/Cheque, parâmetro das compras à vista); 

IRI – Indicador de Registro de Inadimplentes (anteriormente denominado Registros Recebidos);

IRC – Indicador de Recuperação de Crédito (Registros Cancelados).

De acordo com o IEGV, “como as fontes e a metodologia não foram alteradas, mas apenas a denominação e a forma de apresentação, esses indicadores permitem a comparação com os dados divulgados anteriormente, assegurando que se mantenha a série ao longo do tempo”.

Fonte: Diário do Comércio

Inadimplência das empresas sobe 19% em 2011 – pequeno empresário deve redobrar a atenção com a economia

30 de janeiro de 2012

 

A inadimplência das empresas cresceu 19% no ano passado, informa relatório divulgado em 30/01/2012 pela Serasa Experian. Trata-se do maior ‘calote’ em dois anos, mesmo assim, a alta foi inferior a observada em 2009 (25,1%). Naquele ano, os negócios sofreram diretamente os impactos da crise mundial após a quebra de diversos bancos nos Estados Unidos.

Segundo os economistas da Serasa Experian, em 2011 as empresas passaram por vários fatores que afetaram seu fluxo de caixa e, dessa forma, o desempenho desses empreendimentos ficou prejudicado. Entre eles, está o aumento da inflação, que pressionou os custos do empresário, os juros elevados – eles começaram a cair apenas no finalzinho do ano – e   queda da atividade econômica de maneira geral.

Cuidados dos pequenos empresários
Economistas consultados pelo Estadão PME acreditam que a inadimplência e o endividamento devem diminuir neste ano. Mas esse cenário pode mudar para pior caso os problemas enfrentados pela Europa se intensifiquem com a quebra de instituições financeiras, como ocorreu em 2008.

Vale lembrar que a perspectiva de redução da inadimplência, ocorre, sobretudo, por causa da alta de 14% no salário mínimo – saltou de R$ 545 para R$ 622 – associada aos baixos índices de desemprego e a perspectiva de queda da inflação.

O dinheiro extra deve ajudar o consumidor a quitar suas dívidas. “Ao contrário do ano passado, o salário mínimo teve aumento real, o que melhora o poder de compra do consumidor”, explica o economista da consultoria LCA, Wermeson França. Segundo os especialistas, a inadimplência deve permanecer estável no primeiro trimestre do ano-novo e entrar em trajetória de queda a partir do segundo.

Mesmo assim, o empresário deve redobrar os cuidados com o caixa da empresa. Isso porque o acesso ao crédito tende a ficar mais difícil caso persista a crise na Europa. “Podemos ter a repetição de 2008, quando grandes empresas que se financiavam no exterior buscaram dinheiro no mercado doméstico e, para financiá-las, os bancos reduziram o crédito para pequenas e microempresas”, lembra Luiz Rabi, economista da Serasa Experian.

Fonte: Estadão PME

Saiba como cobrar clientes inadimplentes sem gerar crises

27 de janeiro de 2012

Cobrando dívidas

 

Uma das questões mais difíceis, especialmente para novos empreendedores, é a cobrança a clientes inadimplentes. Normalmente, micro e pequenas empresas exigem dos próprios donos as funções de vendedor e cobrador. Mas especialistas afirmam que há diversas maneiras de fazer isso sem criar um clima desagradável. As palavras de ordem são elegância e tecnologia. Inúmeros recursos podem ser utilizados para facilitar a comunicação entre as pessoas e, por meio deles, funções menos agradáveis como a de cobrar podem se tornar mais simples.

A consultora em relacionamento com o cliente, Wanda Cristina Sanchez, ensina que o melhor na hora da cobrança é não ir direto ao ponto com um tom ameaçador, mas fazer uma abordagem sutil. “Recursos como SMS estratégico enviado antes do fim da fatura pode ser uma solução”, ressalta. Segundo ela, empresas que utilizam esse tipo de mensagem próximo ao vencimento têm 90% mais chances de receber do que as que não enviam.

Ferramentas web como e-mail e newsletter também podem ser aliadas nesse momento. As mensagens via celular podem ser usadas também para divulgar promoções, assim não têm somente a função de cobrança. Falar de futuros descontos, novos produtos e deixar claro que o contato é feito para estreitar a parceria com o cliente são estratégias interessantes para uma abordagem elegante.

De acordo com Wanda, o cliente precisa sentir que está sendo valorizado e não somente cobrado. Em alguns casos, uma abordagem mais próxima, como um telefonema educado pode funcionar bem.  

Mas antes de decidir qualquer ação em relação à cobrança, o mais importante é procurar saber se o cliente não está passando por algum imprevisto ou dificuldade pontual. Assim, ao telefonar, o melhor é falar menos e ouvir mais. “Uma boa saída é, ao ligar, perguntar se está tudo bem e sutilmente confirmar uma dúvida sobre o pagamento. Perguntar se o cliente recebeu a fatura ou o aviso sobre a data são formas adequadas de lembrá-lo sobre o compromisso”, afirma.

Seja sutil sem perder o foco

Apesar da necessidade de sutileza na hora de cobrar, é muito importante que isso não dê margem para que o cliente fuja das responsabilidades. Alguns clientes dizem rapidamente que vão pagar, mas não especificam uma data e com isso, o empreendedor pode deixar de receber. Para evitar isso é preciso ser específico, e com delicadeza, sugerir uma data de pagamento.

Organização é fundamental. O cadastro de clientes deve ser atualizado e separado por data, perfil de compra e dados diferentes de contato, como telefones e e-mails. “Isso é interessante para que o cliente possa ser contatado de formas diferentes, tanto para ofertas de produtos ou serviços, como para cobranças”, lembra a consultora. Ela ainda ressalta que o empresário não deve ser muito invasivo, já que o Código de Defesa do Consumidor condena qualquer tipo de cobrança vexatória para o inadimplente.

Fonte: Santander Empreendedor

 

A partir do momento que a cobrança se torna um ponto de preocupação para o empreendedor, ele deve voltar os olhos para seus critérios e procedimentos de concessão de crédito.

Vender a prazo envolve riscos, por isso, devemos realizar a análise de crédito do cliente, identificando sua capacidade de pagamento, seu caráter, o capital, garantias e condições de mercado.

O empreendedor deve perceber desde logo que “Pior do que não vender, é vender e não receber”.

Saudações,

Dr. Denis Siqueira

 

Percentual de cheques sem fundos em 2011 foi o maior em dois anos, revela Serasa

26 de janeiro de 2012

 

Em 2011, foram devolvidos, em todo o país, 1,95% dos cheques compensados, conforme revela o Indicador Serasa Experian de Cheques Sem Fundos. O percentual foi o maior desde 2009, quando houve 2,15% de devoluções.

Em dezembro de 2011, por sua vez, o percentual de cheques sem fundos foi de 1,99%. O valor foi menor que o os 2,19% registrados em novembro e maior que o 1,72% verificado em dezembro de 2010.   

Para os economistas da Serasa Experian, a elevação da inadimplência do consumidor, o crescimento da inflação que reduziu o poder aquisitivo, o rápido aumento do endividamento e os juros altos que encareceram o crédito foram fatores determinantes que comprometeram a capacidade de pagamento do tomador de crédito, incluindo o do pré-datado.

A queda verificada na relação cheques sem fundos frente aos compensados em dezembro 2011 indica que além do uso de parte do 13º salário para o pagamento dessas pendências, pode haver uma melhora a caminho na relação.

Confira abaixo tabela completa com os números de cheques devolvidos e compensados:

 

Nos estados e regiões

Em 2011, Roraima foi o estado com o maior percentual de cheques devolvidos (12,48%). São Paulo, por sua vez, foi o estado de menor percentual (1,45%). Entre as regiões, a Norte foi aquela com maior percentual de devolução de cheques em 2011, com 4,18%. Na outra ponta do ranking está a Sudeste, com 1,57%.

Veja abaixo o ranking completo com o percentual de cheques devolvidos de janeiro a dezembro de 2011, por estado e região:

Fonte: Serasa Experian

Dívidas contraídas no casamento devem ser partilhadas na separação

26 de janeiro de 2012

 

O Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul negou pedido de pensão alimentícia a ex-mulher e determinou assim como a partilha de dívidas do ex-casal, confirmando sentença proferida na Comarca de Marau.

O Juízo do 1º Grau concedeu o pedido. A decisão foi confirmada pelo TJRS.

Caso

O autor do processo ingressou na Justiça com ação de separação, partilha e alimentos contra a ex-mulher. O casal já estava separado há dois anos.

No pedido, o ex-marido apresentou as dívidas a serem partilhadas, sendo elas um débito no valor de cerca de R$ 4 mil, decorrente de um financiamento para custear um piano dado de presente à filha do casal, bem como a mensalidade da faculdade da jovem, no valor de R$ 346,00.

Sentença

O processo tramitou na Comarca de Marau. O julgamento foi realizado pela Juíza de Direito Margot Cristina Agostini, da 1ª Vara Judicial do Foro de Marau.

Na sentença, a magistrada concedeu a separação e determinou que a ex-mulher do autor da ação deve dividir os gastos com as dívidas do financiamento do piano, bem como arcar com 50% dos custos com a faculdade da filha.

Mesmo não tendo muitas condições financeiras, a genitora também é responsável pelos gastos com os estudos da filha, não podendo eximir-se de tal responsabilidade, afirmou a Juíza.

A ex-mulher chegou a contestar que o piano foi um presente dado pelo pai. No entanto, a magistrada explica que, por estarem casados no regime de comunhão parcial de bens, na época em que o financiamento foi realizado, a mãe deve arcar com metade dos gastos.

Mesmo sendo um presente do pai, a mãe deve se responsabilizar pela metade do pagamento do mesmo, ressaltou a magistrada.

A Juíza de direito Margot Cristina Agostini também determinou que o autor da ação não é obrigado a pagar ação de alimentos para a ex-mulher, pois a mesma é jovem (36 anos), saudável e apta ao trabalho.

Houve recurso da decisão por parte da ex-mulher.

Apelação

No TJRS, o recurso foi julgado pela 8ª Câmara Cível. O Desembargador relator Rui Portanova negou provimento ao apelo.

Segundo o magistrado, as dívidas contraídas no curso do casamento, para custear estudos da filha comum e para adquirir um instrumento musical para a menina, devem ser partilhadas.

O Desembargador destacou ainda que a ex-mulher é uma pessoa jovem, sem problemas de saúde e apta ao trabalho.

A sentença do Juízo do 1º Grau foi confirmada por unanimidade. Também participaram do julgamento os Desembargadores Luiz Felipe Brasil Santos e Alzir Felippe Schmitz, que acompanharam o voto do Desembargador-relator.

Apelação nº 70046156030

Fonte: JusBrasil